CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Paciente masculino, jovem, ansioso, hígido, apresenta há duas semanas discreta metamorfopsia unilateral associada a descolamento seroso macular pequeno e localizado. O exame angiofluoresceinográfico evidenciou ponto de extravasamento de contraste justafoveal, com padrão em "fumaça de chaminé". No momento, o paciente consegue manter suas atividades diárias. Considerando o diagnóstico mais provável, qual a melhor conduta neste momento?
Serosa Central aguda em paciente hígido → Observação (resolução espontânea em 80-90% dos casos).
A Coroidopatia Serosa Central (CSC) aguda é tipicamente autolimitada. A conduta inicial deve ser a observação por 3 a 4 meses, além de orientar a suspensão de corticoides e redução do estresse.
A Coroidopatia Serosa Central (CSC) envolve o acúmulo de fluido sub-retiniano na mácula devido à hiperpermeabilidade da coróide. O diagnóstico é clínico e confirmado por OCT e Angiofluoresceínografia. Como a maioria dos episódios agudos regride espontaneamente sem sequelas visuais graves, a conduta expectante é a norma, reservando intervenções para casos crônicos que ameaçam a integridade do epitélio pigmentado da retina.
É um padrão de extravasamento de contraste (fluoresceína) que sobe verticalmente e depois se expande lateralmente, típico da Coroidopatia Serosa Central.
Geralmente homens jovens ou de meia-idade, com personalidade 'tipo A' (ansiosos/estressados) ou em uso de corticosteroides sistêmicos, nasais ou tópicos.
O tratamento (Laser ou PDT) é considerado se não houver resolução após 3-4 meses, em casos recorrentes, ou se houver necessidade profissional de recuperação visual rápida.
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