Coroidopatia Serosa Central: Fatores de Risco e Diagnóstico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

Paciente que apresentará o quadro mostrado na foto é, mais provavelmente:

Alternativas

  1. A) Criança, 4 anos de idade, sexo masculino, com lesões concomitantes tipo aneurismáticas na periferia
  2. B) Homem, 80 anos de idade, tabagista
  3. C) Mulher, 40 anos de idade, usuária de corticoide por quadro asmático, com transtorno de ansiedade
  4. D) Homem, 50 anos de idade, diabético, sem hipertensão

Pérola Clínica

Corticoide + Estresse + Escotoma central → Coroidopatia Serosa Central.

Resumo-Chave

A Coroidopatia Serosa Central (CSC) é caracterizada pelo descolamento seroso da retina sensorial, frequentemente associado ao uso de corticoides e estados de hiper-responsividade adrenérgica.

Contexto Educacional

A Coroidopatia Serosa Central é uma causa importante de baixa visual súbita e metamorfopsia em adultos jovens e de meia-idade. O diagnóstico é clínico, reforçado pela presença de um 'ponto de fumaça' na angiofluoresceínografia e pelo descolamento neurossensorial na OCT. A identificação de gatilhos como o uso de corticoides é crucial para o manejo, pois a interrupção da droga é o primeiro passo no tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual a fisiopatologia da Coroidopatia Serosa Central?

A fisiopatologia envolve a hiperpermeabilidade dos vasos da coroide associada a uma disfunção do epitélio pigmentado da retina (EPR). Isso leva ao acúmulo de fluido sub-retiniano. O uso de corticosteroides, tanto sistêmicos quanto tópicos ou inalatórios, aumenta a fragilidade capilar e altera a homeostase do EPR, sendo um dos principais fatores de risco conhecidos.

Como o estresse influencia a CSC?

O estresse psicológico e o perfil de personalidade tipo A estão associados a níveis elevados de catecolaminas e cortisol endógeno. Essas substâncias promovem a vasoconstrição e a hiperpermeabilidade da coroide, mimetizando o efeito dos corticoides exógenos e desencadeando ou agravando o quadro de descolamento seroso macular.

Qual o prognóstico visual da CSC?

Na maioria dos casos agudos, o prognóstico é bom, com resolução espontânea do fluido em 3 a 4 meses e recuperação da acuidade visual. No entanto, casos crônicos ou recorrentes podem levar à atrofia do EPR e perda visual permanente, exigindo intervenções como fotocoagulação a laser ou terapia fotodinâmica.

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