CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
Paciente que apresentará o quadro mostrado na foto é, mais provavelmente:
Corticoide + Estresse + Escotoma central → Coroidopatia Serosa Central.
A Coroidopatia Serosa Central (CSC) é caracterizada pelo descolamento seroso da retina sensorial, frequentemente associado ao uso de corticoides e estados de hiper-responsividade adrenérgica.
A Coroidopatia Serosa Central é uma causa importante de baixa visual súbita e metamorfopsia em adultos jovens e de meia-idade. O diagnóstico é clínico, reforçado pela presença de um 'ponto de fumaça' na angiofluoresceínografia e pelo descolamento neurossensorial na OCT. A identificação de gatilhos como o uso de corticoides é crucial para o manejo, pois a interrupção da droga é o primeiro passo no tratamento.
A fisiopatologia envolve a hiperpermeabilidade dos vasos da coroide associada a uma disfunção do epitélio pigmentado da retina (EPR). Isso leva ao acúmulo de fluido sub-retiniano. O uso de corticosteroides, tanto sistêmicos quanto tópicos ou inalatórios, aumenta a fragilidade capilar e altera a homeostase do EPR, sendo um dos principais fatores de risco conhecidos.
O estresse psicológico e o perfil de personalidade tipo A estão associados a níveis elevados de catecolaminas e cortisol endógeno. Essas substâncias promovem a vasoconstrição e a hiperpermeabilidade da coroide, mimetizando o efeito dos corticoides exógenos e desencadeando ou agravando o quadro de descolamento seroso macular.
Na maioria dos casos agudos, o prognóstico é bom, com resolução espontânea do fluido em 3 a 4 meses e recuperação da acuidade visual. No entanto, casos crônicos ou recorrentes podem levar à atrofia do EPR e perda visual permanente, exigindo intervenções como fotocoagulação a laser ou terapia fotodinâmica.
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