CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
Qual dos exames contrastados melhor representa o diagnóstico mais provável das alterações evidenciadas pelo corte de tomografia de coerência óptica macular?
OCT com fluido sub-retiniano + Angiofluoresceína com 'fumaça de chaminé' = Coroidopatia Serosa Central.
A correlação entre o fluido sub-retiniano no OCT e o padrão de vazamento pontual na angiografia fluoresceínica é patognomônica da Coroidopatia Serosa Central.
A Coroidopatia Serosa Central (CSC) é uma doença caracterizada pelo descolamento seroso da retina neurossensorial na região macular, decorrente de hiperpermeabilidade da coroide. É classicamente associada a homens jovens, personalidade tipo A e uso de corticosteroides. A integração multimodal de imagens é fundamental: o OCT quantifica o fluido e a espessura coroidiana, enquanto a angiografia fluoresceínica localiza o ponto de vazamento no epitélio pigmentado da retina (EPR). A maioria dos casos agudos é autolimitada, mas casos crônicos podem exigir tratamento com laser focal ou terapia fotodinâmica (PDT).
O OCT tipicamente revela um descolamento seroso da retina neurossensorial (fluido sub-retiniano), muitas vezes associado a descolamentos do epitélio pigmentado (PED) e uma coroide espessada (paquicoroide).
Na angiofluoresceína, os dois padrões clássicos são: 1) 'Ponto de tinta' (ink blot), onde um ponto hiperfluorescente aumenta gradualmente; e 2) 'Fumaça de chaminé' (smoke stack), onde o contraste sobe verticalmente e depois se espalha.
A ICG é superior para avaliar a circulação coroidiana, revelando áreas de hiperpermeabilidade vascular da coroide, o que ajuda a confirmar o diagnóstico em casos crônicos ou atípicos onde a fluoresceína é inconclusiva.
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