CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
O esquema abaixo demonstra a adaptação de uma lente de contato rígida gás-permeável. O candidato mais adequado para o uso da lente representada na figura é o paciente com:
Córneas oblatas (pós-RK) → Lentes de geometria reversa (curva periférica mais íngreme que a central).
A Ceratotomia Radial (RK) resulta em uma córnea oblata (centro plano e periferia curva). Lentes RGP convencionais (prolatas) não se adaptam bem, exigindo desenhos de geometria reversa para estabilidade e preenchimento do reservatório lacrimal.
A adaptação de lentes de contato em córneas submetidas a procedimentos cirúrgicos antigos, como a Ceratotomia Radial (RK), é um desafio na contatologia. A RK aplaina o centro da córnea através de incisões radiais profundas, criando um perfil 'em degrau'. Lentes rígidas gás-permeáveis (RGP) de desenho convencional tendem a se apoiar na periferia mais curva e 'balançar' sobre o centro plano, causando instabilidade e erosões epiteliais. O uso de desenhos de geometria reversa permite que a lente se aproxime do ápice aplanado sem sacrificar a estabilidade periférica. Esse manejo é crucial para restaurar a acuidade visual em pacientes com astigmatismo irregular e aberrações de alta ordem induzidas pela cirurgia prévia.
Uma córnea oblata é aquela em que o raio de curvatura central é mais plano do que o raio de curvatura periférico. Isso é o oposto da anatomia normal (prolata) e ocorre tipicamente após cirurgias como RK ou LASIK para miopia.
Diferente das lentes padrão, a curva base central é mais plana para se ajustar ao centro da córnea, enquanto as curvas secundárias são mais íngremes para acompanhar a periferia corneana, garantindo centralização e conforto.
A RK deixa cicatrizes incisionais que podem causar irregularidades e flutuação visual ao longo do dia. A lente RGP é essencial para neutralizar o astigmatismo irregular e fornecer uma superfície óptica estável.
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