CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Paciente jovem com transtorno de ansiedade generalizada apresenta redução da acuidade visual central no olho direito (20/100) há 15 dias. À angiografia fluoresceínica, observam-se descolamento seroso macular e ponto hiperfluorescente de extravasamento de contraste adjacente à fóvea no olho direito. Qual a conduta inicial mais apropriada?
CSC em paciente ansioso → Observação inicial + Manejo do estresse.
A CSC está fortemente ligada ao estresse e níveis elevados de cortisol; a conduta inicial é conservadora, visando a resolução espontânea em 3 meses.
A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) é uma causa comum de baixa visual súbita em adultos jovens. O quadro clínico típico envolve escotoma central positivo, metamorfopsia e micropsia. O diagnóstico é confirmado pelo achado de descolamento seroso da retina sensorial no exame de fundo de olho e OCT. A angiografia fluoresceínica identifica o local da quebra da barreira hemato-retiniana externa. Como a maioria dos casos resolve-se espontaneamente em 3 meses, a observação é a conduta padrão ouro inicial.
Diferente de outras doenças inflamatórias oculares, a CSC é agravada pelos corticosteroides. Eles aumentam a permeabilidade da corio-capilar e retardam a cicatrização do epitélio pigmentado da retina, podendo transformar um quadro agudo em crônico ou severo.
Na angiografia fluoresceínica, o extravasamento clássico pode se apresentar de duas formas: o padrão em 'mancha de tinta' (ink blot), que se expande concentricamente, ou o padrão em 'fumaça de chaminé' (smoke stack), onde o contraste sobe verticalmente antes de se espalhar.
O transtorno de ansiedade e o estresse crônico elevam os níveis endógenos de catecolaminas e cortisol. Essas substâncias afetam a autorregulação vascular da coroide, predispondo ao acúmulo de fluido sub-retiniano característico da doença.
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