Coriorretinopatia Serosa Central: Conduta na Fase Aguda

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021

Enunciado

Paciente feminino, 30 anos, previamente hígida, apresenta redução súbita da acuidade visual do olho esquerdo (20/100) há 10 dias. Achados angiográficos e tomográficos do olho esquerdo estão evidenciados abaixo. O olho direito (1,0) não apresenta alterações. Qual o tratamento inicial mais aconselhado?

Alternativas

  1. A) Observação.
  2. B) Fotocoagulação macular.
  3. C) Vitaminas Antioxidantes.
  4. D) Injeção intravítrea de anti-angiogênico.

Pérola Clínica

CSC aguda → Observação inicial (resolução espontânea em 3-4 meses).

Resumo-Chave

A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) é idiopática e autolimitada na maioria dos casos agudos, não exigindo intervenção imediata como laser ou injeções.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) caracteriza-se pelo descolamento seroso da retina sensorial na região macular, decorrente de hiperpermeabilidade da corio-capilar. É mais comum em homens jovens e adultos de meia-idade. O diagnóstico é auxiliado pela angiografia (ponto de extravasamento em 'fumaça de chaminé' ou 'mancha de tinta') e pelo OCT (fluido sub-retiniano). A conduta inicial padrão é a observação e a suspensão de qualquer uso de corticoides, dada a alta taxa de resolução espontânea.

Perguntas Frequentes

Qual o prognóstico visual da CSC aguda?

A maioria dos pacientes com o primeiro episódio de CSC aguda apresenta um excelente prognóstico visual, com resolução espontânea do fluido sub-retiniano em 3 a 4 meses e recuperação da acuidade visual para níveis próximos ao basal, embora algumas alterações residuais na sensibilidade ao contraste possam persistir.

Quais são os fatores de risco para CSC?

Os principais fatores de risco incluem o perfil de personalidade tipo A (estresse), uso de corticosteroides (em qualquer via de administração), gravidez, hipertensão arterial e distúrbios do sono. O uso de corticoides é o fator exógeno mais fortemente associado ao desenvolvimento e exacerbação da doença.

Quando tratar a CSC ativamente?

O tratamento ativo (como laser focal ou terapia fotodinâmica) é considerado se o fluido persistir por mais de 3 a 6 meses (fase crônica), se houver recorrências frequentes que ameacem a visão central, ou se o paciente necessitar de recuperação visual rápida por motivos profissionais.

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