Coriorretinopatia Serosa Central e Corticosteroides

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Das afecções abaixo, qual pode ser agravada pelo uso de corticoesteroides?

Alternativas

  1. A) Oclusão de veia central da retina.
  2. B) Coriorretinopatia serosa central crônica.
  3. C) Membrana neovascular sub-retiniana.
  4. D) Edema macular cistoide.

Pérola Clínica

Corticoide → ↑ risco e agravamento de Coriorretinopatia Serosa Central (CSC).

Resumo-Chave

O uso de corticoides (sistêmicos, tópicos ou inalatórios) é o principal fator de risco exógeno para CSC, podendo causar ou exacerbar o descolamento seroso da retina.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) é caracterizada por um descolamento seroso da retina neurossensorial na região macular, frequentemente associado a um descolamento do epitélio pigmentado. É mais comum em homens jovens e de meia-idade com perfil de personalidade tipo A. A fisiopatologia envolve hiperpermeabilidade dos vasos da coróide. O uso de corticosteroides é o fator de risco mais fortemente associado, pois exacerba essa disfunção vascular. Diferente de outras afecções retinianas como o edema macular cistoide, onde o corticoide é terapêutico, na CSC ele é um agente causal ou agravante.

Perguntas Frequentes

Por que o corticoide piora a CSC?

O mecanismo exato não é totalmente compreendido, mas acredita-se que os corticosteroides aumentem a permeabilidade e a fragilidade dos vasos da coróide, além de interferirem na função de barreira do epitélio pigmentado da retina (EPR), facilitando o acúmulo de fluido sub-retiniano.

Quais as formas de corticoide perigosas para CSC?

Todas as vias de administração representam risco: oral, intravenosa, intramuscular, tópica ocular, spray nasal, inalatória e até cremes dermatológicos. Qualquer exposição a glicocorticoides pode desencadear ou perpetuar um episódio de CSC.

Qual o tratamento da CSC?

A primeira medida é a suspensão de qualquer corticoterapia em curso, se clinicamente possível. A maioria dos casos agudos resolve-se espontaneamente em 3 a 4 meses. Casos crônicos ou recorrentes podem exigir laser focal, terapia fotodinâmica ou antagonistas de receptores mineralocorticoides.

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