Diagnóstico de Coriorretinopatia Serosa Central (CSC)

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

O padrão angiofluoresceinográfico observado a seguir sugere diagnóstico de:

Alternativas

  1. A) Membrana neovascular sub-retiniana associada à miopia
  2. B) Coriorretinopatia serosa central
  3. C) Edema macular cistoide
  4. D) Degeneração macular relacionada à idade

Pérola Clínica

Vazamento em 'fumaça de chaminé' ou 'ponto de tinta' na angiofluoresceínografia → Coriorretinopatia Serosa Central.

Resumo-Chave

A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) apresenta vazamento de contraste através do epitélio pigmentado da retina (EPR), acumulando-se no espaço sub-retiniano com padrões característicos.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) é uma causa comum de baixa visual súbita e metamorfopsia em adultos jovens e de meia-idade, predominantemente homens. O diagnóstico é clínico, reforçado pela visualização de um descolamento seroso da mácula ao exame de fundo de olho. A angiofluoresceínografia é a modalidade de imagem tradicional para confirmar o diagnóstico, mostrando o ponto de vazamento ativo. Embora a maioria dos casos de CSC seja aguda e autolimitada, com resolução espontânea em 3 a 4 meses, alguns pacientes desenvolvem a forma crônica (epiteliopatia pigmentar retiniana difusa), que pode levar à atrofia foveal e perda visual permanente. O manejo moderno também inclui a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que revela o fluido sub-retiniano e o aumento da espessura coroidiana, e o tratamento pode envolver observação, terapia fotodinâmica (PDT) com dose reduzida ou laser focal nos pontos de vazamento extrafoveais.

Perguntas Frequentes

O que é o sinal da 'fumaça de chaminé'?

O sinal da 'fumaça de chaminé' é um padrão clássico observado na angiofluoresceínografia em cerca de 10-25% dos casos de Coriorretinopatia Serosa Central. Ele ocorre quando o contraste fluoresceínico vaza por um pequeno defeito no epitélio pigmentado da retina (EPR) e sobe verticalmente devido a correntes de convecção ou diferenças de densidade no fluido sub-retiniano, expandindo-se lateralmente ao atingir o limite superior do descolamento seroso, assemelhando-se a uma chaminé expelindo fumaça.

Qual a fisiopatologia da Coriorretinopatia Serosa Central?

A fisiopatologia exata ainda é debatida, mas envolve hiperpermeabilidade dos capilares da coroide (coroide espessa ou paquicoroide) associada a áreas de disfunção do epitélio pigmentado da retina (EPR). Isso gera um aumento da pressão hidrostática tecidual que rompe a barreira hemato-retiniana externa, levando ao acúmulo de fluido seroso sob a retina neurossensorial. Fatores como estresse, personalidade tipo A e uso de corticosteroides são fortes gatilhos conhecidos.

Como diferenciar CSC de Edema Macular Cistoide (EMC)?

Na angiofluoresceínografia, o Edema Macular Cistoide (EMC) apresenta um padrão de 'pétalas de flor' (petaloide) devido ao acúmulo de contraste em espaços císticos na camada plexiforme externa de Henle. Já a CSC apresenta um ou mais pontos de vazamento focais que se expandem (ponto de tinta ou chaminé) para preencher um espaço sub-retiniano único e amplo. Além disso, o EMC geralmente é secundário a cirurgias ou inflamações, enquanto a CSC é tipicamente idiopática em adultos jovens.

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