Coriorretinopatia Serosa Central: Diagnóstico e Conduta

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

Sobre a coriorretinopatia serosa central, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) A ocorrência no olho contralateral é muito rara.
  2. B) Após a resolução do quadro, não se observam alterações sugestivas da ocorrência da doença no fundo de olho.
  3. C) Depósito de fibrina é sinal de bom prognóstico.
  4. D) No primeiro episódio, a maioria dos casos evolui com recuperação da visão prévia.

Pérola Clínica

CSC → autolimitada no 1º episódio com boa recuperação visual; associada a estresse e corticoides.

Resumo-Chave

A coriorretinopatia serosa central é uma doença idiopática que causa descolamento seroso da retina neurossensorial, com prognóstico visual favorável na maioria dos casos agudos.

Contexto Educacional

A coriorretinopatia serosa central (CSC) faz parte do espectro das doenças da paquicoroide. Caracteriza-se por um aumento da espessura coroidiana e congestão vascular, que leva ao extravasamento de fluido para o espaço sub-retiniano através de falhas no epitélio pigmentado da retina (EPR). Embora a maioria dos casos agudos seja autolimitada, a forma crônica da doença pode levar à atrofia progressiva do EPR e fotorreceptores, resultando em perda visual permanente. O manejo clínico inicial deve focar na suspensão de qualquer uso de corticoide e no controle do estresse. O depósito de fibrina sub-retiniana, quando presente, pode indicar um quadro mais grave ou exsudativo, mas não é um sinal de bom prognóstico per se.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para CSC?

Os principais fatores de risco para a coriorretinopatia serosa central (CSC) incluem o uso de corticosteroides em qualquer via de administração (oral, tópica, inalatória ou injetável) e o perfil psicológico do paciente, frequentemente associado ao estresse crônico e à personalidade tipo A. Outros fatores citados na literatura médica incluem a gestação, devido ao aumento do cortisol endógeno, hipertensão arterial, uso de estimulantes e distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva. A fisiopatologia envolve uma hiperpermeabilidade dos vasos da coroide associada a uma disfunção focal do epitélio pigmentado da retina (EPR).

Como é feito o diagnóstico da coriorretinopatia serosa central?

O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem. À fundoscopia, observa-se uma elevação serosa da retina neurossensorial na região macular. A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é o exame padrão-ouro para confirmar o fluido sub-retiniano e monitorar a resolução. A angiografia fluoresceínica pode mostrar padrões clássicos de vazamento, como o sinal em 'mancha de tinta' ou 'fumaça de chaminé'. A indocianina verde também é útil para demonstrar a hiperpermeabilidade coroidiana difusa, característica da doença, especialmente em casos crônicos ou atípicos.

Qual o prognóstico visual da CSC no primeiro episódio?

No primeiro episódio de coriorretinopatia serosa central aguda, o prognóstico é excelente para a grande maioria dos pacientes. Cerca de 80% a 90% dos casos apresentam resolução espontânea do fluido sub-retiniano dentro de 3 a 4 meses, com recuperação da acuidade visual prévia. No entanto, alguns pacientes podem manter queixas de metamorfopsia leve ou redução da sensibilidade ao contraste. O tratamento ativo (laser ou terapia fotodinâmica) é geralmente reservado para casos que não regridem espontaneamente após 3 meses, casos recorrentes ou quando há necessidade profissional de recuperação visual rápida.

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