Coriorretinopatia Serosa Central: Conduta e Corticoides

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Paciente refere baixa visual unilateral indolor iniciada há quatro semana, após tratamento de asma com corticoide via nasal por algumas semanas. Nega episódios similares prévios. O exame do olho afetado revelou descolamento seroso macular e ponto de vazamento único justafoveal ao exame de angiografia com fluoresceína.Considerando o diagnóstico mais provável, qual a melhor conduta neste momento, entre as alternativas abaixo?

Alternativas

  1. A) Fotocoagulação com laser de argônio.
  2. B) Terapia fotodinâmica.
  3. C) Micropulso com laser amarelo.
  4. D) Observação.

Pérola Clínica

CSC aguda + uso de corticoide → Suspender corticoide + Observação (resolução espontânea comum).

Resumo-Chave

A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) está fortemente ligada ao uso de corticoides; a conduta inicial na forma aguda é a observação e remoção do fator causal.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Serosa Central é caracterizada por um descolamento seroso da retina neurossensorial na região macular, decorrente de disfunção da coriocapilar e do EPR. É mais comum em homens jovens e de meia-idade com personalidade tipo A. A maioria dos casos agudos (80-90%) apresenta resolução espontânea do fluido sub-retiniano em 3 a 4 meses após a suspensão de corticoides. O acompanhamento com OCT é o padrão-ouro para monitorar a reabsorção do fluido.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre corticoides e CSC?

Corticoides (em qualquer via: oral, nasal, tópica ou injetável) são o principal fator de risco exógeno para CSC. Eles aumentam a permeabilidade da coriocapilar e retardam a cicatrização do epitélio pigmentado da retina (EPR).

Quando indicar tratamento ativo na CSC?

O tratamento (laser ou PDT) é reservado para casos crônicos (geralmente > 3-4 meses), episódios recorrentes com perda visual ou quando o paciente necessita de recuperação visual rápida por motivos profissionais.

O que se espera na angiografia fluoresceínica da CSC?

O sinal clássico é o 'ponto de vazamento' que se expande gradualmente, podendo assumir o aspecto de 'fumaça de chaminé' (em 10-25% dos casos) ou uma mancha crescente (ink blot).

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