Manejo da Coriorretinopatia Central Serosa (CSC)

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

O tratamento da coriorretinopatia central serosa:

Alternativas

  1. A) Não é necessário na maior parte dos casos
  2. B) Deve incluir corticoides sistêmicos em altas doses
  3. C) Deve-se realizar laser focal precocemente
  4. D) Deve incluir vitrectomia com triancinolona

Pérola Clínica

Central Serosa = Observação inicial. CUIDADO: Corticoides podem agravar o quadro!

Resumo-Chave

A maioria dos casos de Coriorretinopatia Central Serosa (CSC) é autolimitada, com resolução espontânea do fluido sub-retiniano em 3 a 4 meses.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Central Serosa (CSC) caracteriza-se por um descolamento seroso da retina sensorial na região macular, decorrente de hiperpermeabilidade da coroide e disfunção focal do epitélio pigmentado da retina. É classicamente associada ao perfil de personalidade 'Tipo A', estresse e níveis elevados de cortisol endógeno ou exógeno. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que mostra o fluido sub-retiniano, e a Angiofluoresceínografia, que pode revelar o clássico sinal em 'fumaça de chaminé'. O entendimento de que a doença é primariamente não-inflamatória é crucial para evitar o erro terapêutico de utilizar esteroides.

Perguntas Frequentes

Qual é a conduta inicial na coriorretinopatia central serosa?

A conduta inicial padrão é a observação e o manejo de fatores de risco (como estresse e suspensão de corticoides). Cerca de 80-90% dos casos apresentam resolução espontânea do descolamento seroso da retina e recuperação da acuidade visual dentro de poucos meses, sem necessidade de intervenção invasiva.

Quando o tratamento ativo é indicado na CSC?

O tratamento (como laser focal ou terapia fotodinâmica) é considerado se o fluido persistir por mais de 3 a 6 meses, em casos de recorrências frequentes, se houver déficit visual grave persistente ou se o paciente necessitar de recuperação rápida por motivos profissionais.

Por que evitar corticoides na CSC?

O uso de corticoides (seja tópico, sistêmico, nasal ou injetável) está fortemente associado ao desenvolvimento e à exacerbação da CSC. Eles aumentam a permeabilidade da coriocapilar e podem retardar a cicatrização do epitélio pigmentado da retina (EPR), piorando o acúmulo de fluido.

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