CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
A micropsia decorrente da coriorretinopatia central serosa é causada por:
Micropsia na CSC → ↑ espaçamento entre fotorreceptores no descolamento seroso.
O acúmulo de líquido sub-retiniano afasta fisicamente os fotorreceptores; a imagem captada estimula menos células, resultando em percepção de tamanho reduzido.
A Coriorretinopatia Central Serosa (CSC) é uma condição idiopática caracterizada pelo descolamento seroso da retina neurossensorial, frequentemente associada a altos níveis de cortisol ou estresse (personalidade tipo A). A fisiopatologia envolve hiperpermeabilidade da coroide e disfunção do epitélio pigmentado da retina (EPR). Clinicamente, o paciente queixa-se de escotoma central relativo, visão borrada, metamorfopsia e micropsia. A compreensão da micropsia é fundamental para provas de residência, pois correlaciona a anatomia patológica (afastamento dos fotorreceptores) com a percepção sensorial do paciente. O prognóstico costuma ser bom, com resolução espontânea na maioria dos casos agudos.
A micropsia é causada pelo descolamento seroso da retina sensorial na região macular. Esse acúmulo de líquido sub-retiniano promove um maior espaçamento físico entre os fotorreceptores (cones). Quando a luz atinge essa área, a imagem é projetada sobre uma densidade menor de células receptoras do que o normal. O cérebro interpreta essa estimulação de menos fotorreceptores como se o objeto fosse menor do que realmente é, resultando no sintoma clínico de micropsia.
Embora ambas ocorram em doenças maculares, a micropsia refere-se especificamente à percepção de objetos menores do que seu tamanho real. Já a metamorfopsia é a percepção de distorção nas linhas ou formas (linhas retas que parecem onduladas). Na coriorretinopatia central serosa, ambas podem estar presentes devido à elevação da retina e ao desalinhamento dos fotorreceptores causado pelo fluido sub-retiniano.
O diagnóstico baseia-se na fundoscopia, que revela o descolamento seroso macular, e é confirmado pela Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que demonstra o fluido sub-retiniano e o aumento da espessura da coroide (paquicoroide). A angiofluoresceinografia pode mostrar o clássico sinal de 'fumaça de chaminé' ou 'mancha de tinta', indicando o ponto de vazamento do epitélio pigmentado da retina.
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