Micropsia na Coriorretinopatia Central Serosa: Fisiopatologia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

A micropsia decorrente da coriorretinopatia central serosa é causada por:

Alternativas

  1. A) Maior espaçamento entre os fotorreceptores na região do descolamento seroso
  2. B) Perda de neurônios da camada de fibras nervosas, pelo descolamento seroso
  3. C) Alteração subclínica do nervo óptico, observada na angiofluoresceinografia
  4. D) Alteração do metabolismo tecidual retiniano, pelo descolamento seroso da retina

Pérola Clínica

Micropsia na CSC → ↑ espaçamento entre fotorreceptores no descolamento seroso.

Resumo-Chave

O acúmulo de líquido sub-retiniano afasta fisicamente os fotorreceptores; a imagem captada estimula menos células, resultando em percepção de tamanho reduzido.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Central Serosa (CSC) é uma condição idiopática caracterizada pelo descolamento seroso da retina neurossensorial, frequentemente associada a altos níveis de cortisol ou estresse (personalidade tipo A). A fisiopatologia envolve hiperpermeabilidade da coroide e disfunção do epitélio pigmentado da retina (EPR). Clinicamente, o paciente queixa-se de escotoma central relativo, visão borrada, metamorfopsia e micropsia. A compreensão da micropsia é fundamental para provas de residência, pois correlaciona a anatomia patológica (afastamento dos fotorreceptores) com a percepção sensorial do paciente. O prognóstico costuma ser bom, com resolução espontânea na maioria dos casos agudos.

Perguntas Frequentes

O que causa a micropsia na coriorretinopatia central serosa?

A micropsia é causada pelo descolamento seroso da retina sensorial na região macular. Esse acúmulo de líquido sub-retiniano promove um maior espaçamento físico entre os fotorreceptores (cones). Quando a luz atinge essa área, a imagem é projetada sobre uma densidade menor de células receptoras do que o normal. O cérebro interpreta essa estimulação de menos fotorreceptores como se o objeto fosse menor do que realmente é, resultando no sintoma clínico de micropsia.

Qual a diferença entre micropsia e metamorfopsia?

Embora ambas ocorram em doenças maculares, a micropsia refere-se especificamente à percepção de objetos menores do que seu tamanho real. Já a metamorfopsia é a percepção de distorção nas linhas ou formas (linhas retas que parecem onduladas). Na coriorretinopatia central serosa, ambas podem estar presentes devido à elevação da retina e ao desalinhamento dos fotorreceptores causado pelo fluido sub-retiniano.

Como é feito o diagnóstico da coriorretinopatia central serosa?

O diagnóstico baseia-se na fundoscopia, que revela o descolamento seroso macular, e é confirmado pela Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que demonstra o fluido sub-retiniano e o aumento da espessura da coroide (paquicoroide). A angiofluoresceinografia pode mostrar o clássico sinal de 'fumaça de chaminé' ou 'mancha de tinta', indicando o ponto de vazamento do epitélio pigmentado da retina.

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