OCT na Coriorretinopatia Central Serosa: Achados Diagnósticos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Qual dos achados abaixo, ao exame de tomografia de coerência óptica, melhor reforçaria a suspeita de coriorretinopatia central serosa?

Alternativas

  1. A) Redução da espessura da coróide.
  2. B) Descolamento do epitélio pigmentado da retina.
  3. C) Atrofia das camadas internas da retina.
  4. D) Cistos intra retinianos.

Pérola Clínica

CSC no OCT → Fluido sub-retiniano + Paquicoroide + Descolamento do Epitélio Pigmentado (PED).

Resumo-Chave

A CSC caracteriza-se por hiperpermeabilidade coroidiana (paquicoroide), resultando em fluido sub-retiniano e, frequentemente, pequenos descolamentos do epitélio pigmentado.

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia Central Serosa (CSC) é uma doença idiopática que afeta predominantemente homens jovens e de meia-idade, frequentemente associada a personalidades do tipo A e uso de corticosteroides. A fisiopatologia envolve uma disfunção da circulação coroidiana, levando a um estado de hiperpermeabilidade. O OCT revolucionou o diagnóstico da CSC, permitindo a visualização não invasiva do fluido sub-retiniano e das alterações estruturais do EPR. O Descolamento do Epitélio Pigmentado (PED) é um achado frequente e importante, pois muitas vezes representa o ponto de ruptura da barreira hemato-retiniana externa. O reconhecimento desses padrões é vital para evitar tratamentos errôneos, como o uso de corticoides, que podem exacerbar drasticamente o quadro de CSC.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos da CSC na Tomografia de Coerência Óptica (OCT)?

Os achados clássicos incluem a presença de fluido sub-retiniano (espaço hiporreflexivo entre a retina neurossensorial e o epitélio pigmentado da retina - EPR), aumento da espessura da coroide (paquicoroide) e a presença de descolamentos do epitélio pigmentado (PEDs). O PED na CSC costuma ser seroso e pode indicar o local de vazamento da barreira hemato-retiniana externa.

O que define o fenótipo de paquicoroide na CSC?

O fenótipo de paquicoroide é caracterizado por uma coroide anormalmente espessa (geralmente > 300-350 µm), associada à dilatação de vasos da camada de Haller (pachyvessels) e afinamento da coriocapilar sobrejacente. Esse aumento da pressão hidrostática na coroide é a base fisiopatológica para o desenvolvimento de fluido sub-retiniano na CSC.

Como diferenciar a CSC da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) exsudativa no OCT?

Embora ambas possam apresentar fluido e PED, a DMRI exsudativa geralmente ocorre em pacientes mais velhos, apresenta drusas e a espessura da coroide costuma ser normal ou reduzida. Na CSC, o paciente é tipicamente mais jovem, não há drusas típicas e a coroide é marcadamente espessa. A presença de neovascularização de coroide tipo 1 pode ocorrer em casos crônicos de CSC, dificultando o diagnóstico.

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