CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Qual das condições abaixo está mais provavelmente relacionada ao risco aumentado de desenvolvimento de coriorretinopatia central serosa?
Gestação/Corticoides/Estresse → Coriorretinopatia Central Serosa.
A coriorretinopatia central serosa (CSCR) é uma condição idiopática associada a estados de hipercortisolismo, como a gestação, resultando em descolamento seroso da retina sensorial.
A coriorretinopatia central serosa (CSCR) afeta tipicamente adultos jovens e de meia-idade, com predileção pelo sexo masculino. A fisiopatologia central envolve a coroide, que se torna espessa e hiperpermeável (paquicoroide). O diagnóstico é auxiliado pela Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que demonstra claramente o fluido sub-retiniano, e pela angiofluoresceinografia, que pode mostrar o clássico padrão em 'fumaça de chaminé'. O manejo inicial na maioria dos casos é a observação, já que a resolução espontânea ocorre em 80-90% dos pacientes em 3 a 4 meses. A interrupção de qualquer uso de corticoide é fundamental. Em casos crônicos ou recorrentes, opções como a terapia fotodinâmica (PDT) com verteporfina ou laser de sublimiar podem ser indicadas. O uso de antagonistas dos receptores mineralocorticoides (como eplerenona ou espironolactona) tem sido estudado como tratamento sistêmico devido ao papel da via mineralocorticoide na permeabilidade da coroide.
A coriorretinopatia central serosa é uma doença ocular caracterizada pelo acúmulo de fluido sub-retiniano na região macular, levando a um descolamento seroso da retina sensorial. Clinicamente, o paciente apresenta queixa de visão borrada, escotoma central, metamorfopsia (visão distorcida) e micropsia (objetos parecem menores). Embora a causa exata seja desconhecida, acredita-se que ocorra uma hiperpermeabilidade dos vasos da coroide associada a uma disfunção do epitélio pigmentado da retina (EPR), permitindo a passagem de líquido para o espaço sub-retiniano.
A gestação é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de coriorretinopatia central serosa, ocorrendo mais frequentemente no terceiro trimestre. Acredita-se que isso se deva aos níveis elevados de cortisol endógeno e outras alterações hormonais e hemodinâmicas sistêmicas que ocorrem durante o período gestacional. O cortisol aumenta a fragilidade capilar e a permeabilidade da coroide. Na maioria dos casos associados à gravidez, a condição é autolimitada, com resolução espontânea do fluido sub-retiniano e melhora da acuidade visual após o parto.
Além da gestação, o uso de corticosteroides (em qualquer via: oral, tópica, inalatória ou injetável) é o fator de risco mais fortemente associado à CSCR. Outros fatores incluem o estresse psicológico crônico, personalidade do tipo A (competitiva e ansiosa), hipertensão arterial, apneia do sono e uso de estimulantes adrenérgicos. Curiosamente, condições que reduzem o cortisol, como a insuficiência adrenal (Doença de Addison), não estão associadas à CSCR; pelo contrário, o tratamento de reposição com corticoides nessas condições é que pode desencadear a doença.
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