Birdshot e HLA-A29: Diagnóstico em Uveíte Posterior

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 55 anos, apresenta lesões redondas branco-amareladas na periferia da retina. Qual HLA mais provavelmente envolvido na patogênese da doença?

Alternativas

  1. A) DR4
  2. B) B51
  3. C) B27
  4. D) A29

Pérola Clínica

Birdshot → HLA-A29 (>95% associação) + lesões branco-amareladas ovais na periferia.

Resumo-Chave

A Coriorretinopatia de Birdshot é uma uveíte posterior bilateral crônica com a mais forte associação HLA-doença conhecida na medicina (HLA-A29).

Contexto Educacional

A Coriorretinopatia de Birdshot é uma forma rara de uveíte posterior não infecciosa que afeta tipicamente caucasianos de meia-idade. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por células T contra antígenos da retina e coroide, fortemente ligada ao complexo de histocompatibilidade principal. O quadro clínico é insidioso, com queixas de moscas volantes, nictalopia e perda de sensibilidade ao contraste. O tratamento geralmente requer imunossupressão sistêmica de longo prazo para prevenir a atrofia coriorretiniana e a perda visual permanente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do HLA-A29 na Coriorretinopatia de Birdshot?

O HLA-A29 possui um valor preditivo negativo altíssimo; sua ausência torna o diagnóstico de Coriorretinopatia de Birdshot extremamente improvável. Mais de 95% dos pacientes com esta condição são positivos para este alelo, sendo o marcador genético mais específico na oftalmologia.

Como são as lesões típicas da Birdshot ao exame de fundo de olho?

As lesões são múltiplas, ovais ou redondas, de coloração branco-amarelada ou creme, localizadas profundamente na retina (nível da coroide), geralmente concentradas ao redor do nervo óptico e estendendo-se para a periferia nasal.

Quais outros exames auxiliam no diagnóstico além do HLA?

A angiografia com indocianina verde (ICG) é superior à fluoresceína para detectar as lesões coroidianas 'escuras' (hypofluorescent spots), e o eletrorretinograma (ERG) é fundamental para monitorar a função retiniana e a resposta ao tratamento.

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