UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A gestação gemelar é considerada de alto risco, tanto para gestante quanto para os fetos. As monocoriônicas são mais graves que as dicoriônicas. Ao realizar pré-natal em uma gestação gemelar, o médico assistente sabe da importância do diagnóstico da corionicidade para uma assistência adequada e avaliação de riscos fetais. Assinale a alternativa CORRETA sobre qual o momento ideal para a avaliação ultrassonográfica da corionicidade na gestação gemelar:
Corionicidade em gestação gemelar: idealmente avaliada por USG na 6ª-10ª semana.
O diagnóstico precoce da corionicidade (idealmente entre a 6ª e 10ª semana, mas a 6ª semana já é possível) é crucial na gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores de complicações, como a síndrome de transfusão feto-fetal, exigindo um acompanhamento pré-natal mais intensivo.
A gestação gemelar é, por definição, uma gestação de alto risco, com maiores taxas de morbimortalidade materna e perinatal. A corionicidade, ou seja, o número de placentas, é o fator prognóstico mais importante, determinando a frequência e o tipo de complicações. Gestações monocoriônicas (uma placenta) são associadas a riscos significativamente maiores do que as dicoriônicas (duas placentas). O diagnóstico da corionicidade é fundamental para o planejamento do pré-natal e a estratificação de risco. A ultrassonografia é o método de escolha para essa avaliação. O momento ideal para determinar a corionicidade é no primeiro trimestre, especificamente entre a 6ª e a 10ª semana de gestação. Nesse período, as membranas são bem visíveis e o sinal do "lambda" (dicoriônica) ou do "T" (monocoriônica) são facilmente identificáveis. A identificação precoce permite um acompanhamento pré-natal diferenciado, com maior frequência de ultrassonografias e monitoramento para complicações específicas das gestações monocoriônicas, como a síndrome de transfusão feto-fetal. Para o residente, dominar essa informação é vital para oferecer a melhor assistência e otimizar os resultados maternos e fetais em gestações gemelares.
O diagnóstico da corionicidade é crucial porque gestações monocoriônicas (compartilham a mesma placenta) têm riscos muito maiores de complicações, como síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva e anomalias congênitas, exigindo um acompanhamento pré-natal mais rigoroso.
O momento ideal para avaliar a corionicidade é no primeiro trimestre, preferencialmente entre a 6ª e a 10ª semana de gestação. Após a 14ª semana, a determinação pode ser mais difícil devido à fusão das membranas.
Os principais sinais ultrassonográficos incluem a presença do sinal do lambda (ou twin peak sign) para gestações dicoriônicas e o sinal do T (ou T-sign) para gestações monocoriônicas. A visualização do número de placentas e membranas também é fundamental.
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