Corionicidade na Gestação Gemelar: Diagnóstico Precoce

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

A gestação gemelar é considerada de alto risco, tanto para gestante quanto para os fetos. As monocoriônicas são mais graves que as dicoriônicas. Ao realizar pré-natal em uma gestação gemelar, o médico assistente sabe da importância do diagnóstico da corionicidade para uma assistência adequada e avaliação de riscos fetais. Assinale a alternativa CORRETA sobre qual o momento ideal para a avaliação ultrassonográfica da corionicidade na gestação gemelar:

Alternativas

  1. A) 6ª semana de gestação.
  2. B) 12ª semana de gestação.
  3. C) 20ª semana de gestação.
  4. D) 32ª semana de gestação.
  5. E) 40ª semana de gestação.

Pérola Clínica

Corionicidade em gestação gemelar: idealmente avaliada por USG na 6ª-10ª semana.

Resumo-Chave

O diagnóstico precoce da corionicidade (idealmente entre a 6ª e 10ª semana, mas a 6ª semana já é possível) é crucial na gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores de complicações, como a síndrome de transfusão feto-fetal, exigindo um acompanhamento pré-natal mais intensivo.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é, por definição, uma gestação de alto risco, com maiores taxas de morbimortalidade materna e perinatal. A corionicidade, ou seja, o número de placentas, é o fator prognóstico mais importante, determinando a frequência e o tipo de complicações. Gestações monocoriônicas (uma placenta) são associadas a riscos significativamente maiores do que as dicoriônicas (duas placentas). O diagnóstico da corionicidade é fundamental para o planejamento do pré-natal e a estratificação de risco. A ultrassonografia é o método de escolha para essa avaliação. O momento ideal para determinar a corionicidade é no primeiro trimestre, especificamente entre a 6ª e a 10ª semana de gestação. Nesse período, as membranas são bem visíveis e o sinal do "lambda" (dicoriônica) ou do "T" (monocoriônica) são facilmente identificáveis. A identificação precoce permite um acompanhamento pré-natal diferenciado, com maior frequência de ultrassonografias e monitoramento para complicações específicas das gestações monocoriônicas, como a síndrome de transfusão feto-fetal. Para o residente, dominar essa informação é vital para oferecer a melhor assistência e otimizar os resultados maternos e fetais em gestações gemelares.

Perguntas Frequentes

Por que o diagnóstico da corionicidade é tão importante na gestação gemelar?

O diagnóstico da corionicidade é crucial porque gestações monocoriônicas (compartilham a mesma placenta) têm riscos muito maiores de complicações, como síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva e anomalias congênitas, exigindo um acompanhamento pré-natal mais rigoroso.

Qual o momento ideal para avaliar a corionicidade por ultrassonografia?

O momento ideal para avaliar a corionicidade é no primeiro trimestre, preferencialmente entre a 6ª e a 10ª semana de gestação. Após a 14ª semana, a determinação pode ser mais difícil devido à fusão das membranas.

Quais são os sinais ultrassonográficos para determinar a corionicidade?

Os principais sinais ultrassonográficos incluem a presença do sinal do lambda (ou twin peak sign) para gestações dicoriônicas e o sinal do T (ou T-sign) para gestações monocoriônicas. A visualização do número de placentas e membranas também é fundamental.

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