HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
O exame ultrassonográfico no primeiro trimestre da gestação gemelar tem como finalidade determinar:
USG 1º trimestre gestação gemelar → determinar corionicidade = fundamental para manejo e prognóstico.
A determinação da corionicidade no primeiro trimestre da gestação gemelar é o objetivo mais crítico da ultrassonografia, pois define os riscos e o manejo da gravidez. Gestações monocoriônicas têm maiores riscos de complicações específicas.
A gestação gemelar representa um desafio obstétrico significativo, com maior risco de complicações maternas e fetais em comparação com gestações únicas. A ultrassonografia no primeiro trimestre (idealmente entre 11 e 14 semanas) é uma ferramenta diagnóstica essencial, não apenas para confirmar a viabilidade e a idade gestacional, mas principalmente para determinar a corionicidade e a amnionicidade. A determinação da corionicidade (número de placentas) é o fator prognóstico mais importante em gestações gemelares. Gestações dicoriônicas-diamnióticas (duas placentas, duas bolsas) têm um perfil de risco mais favorável. Já as gestações monocoriônicas (uma placenta) apresentam riscos significativamente maiores, como a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva (RCIU-s), anomalias congênitas e óbito fetal. O reconhecimento precoce da corionicidade permite um planejamento adequado do acompanhamento pré-natal, com monitoramento mais frequente e intervenções oportunas para as gestações de alto risco. A visualização do sinal do lambda (ou "twin peak sign") indica dicorionicidade, enquanto o sinal do T na inserção da membrana intergemelar sugere monocoriionicidade. Esse conhecimento é fundamental para a prática obstétrica e para a segurança materno-fetal.
A corionicidade define se os fetos compartilham a mesma placenta (monocoriônica) ou têm placentas separadas (dicoriônica), impactando diretamente os riscos de complicações como síndrome de transfusão feto-fetal e restrição de crescimento.
A corionicidade é determinada pela visualização do sinal do lambda (dicoriônica) ou do sinal do T (monocoriônica) na inserção da membrana intergemelar na placenta, além do número de sacos gestacionais e massas placentárias.
Gestações monocoriônicas apresentam maior risco de síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva, anomalias congênitas e óbito fetal, exigindo acompanhamento mais rigoroso.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo