Gestação Gemelar: Corionicidade e Sinal do Lambda

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Gestante, primigesta, na 12ª semana de gravidez, vem trazendo laudo ultrassonográfico realizado na 6ª semana de gravidez, de gestação gemelar, porém, sem descrição da corionicidade e amnionicidade. Nesse momento, é submetida a uma nova ultrassonografia para essa finalidade.Dessa forma, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Sinal do Lambda – Dicoriônica Diamniótica
  2. B) Sinal do “T” – Dicoriônica Diamniótica
  3. C) Sinal do Lambda – Monocoriônica Diamniótica
  4. D) Sinal do “T” – Monocoriônica Monoamniótica
  5. E) Sinal do Gama – Monocoriônica Monoamniótica

Pérola Clínica

Sinal do Lambda (ou twin peak sign) na USG 1º trimestre → gestação dicoriônica diamniótica.

Resumo-Chave

O diagnóstico da corionicidade e amnionicidade em gestações gemelares é crucial e deve ser feito preferencialmente no primeiro trimestre (até 14 semanas) por ultrassonografia. O "sinal do Lambda" (ou "twin peak sign") é um achado ultrassonográfico que indica uma gestação dicoriônica diamniótica, ou seja, dois placentas e duas bolsas amnióticas, associado a um melhor prognóstico.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é uma condição que exige manejo pré-natal diferenciado devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A determinação da corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é o passo mais crítico no início do acompanhamento, pois define o prognóstico e a estratégia de vigilância. Essa avaliação deve ser realizada preferencialmente no primeiro trimestre da gravidez. A fisiopatologia das gestações gemelares varia conforme a corionicidade. Gestações dicoriônicas diamnióticas (DCDA), que representam a maioria, têm placentas e bolsas separadas, com menor risco de complicações específicas de gemelaridade. Já as monocoriônicas (MC) compartilham uma única placenta, aumentando o risco de síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e outras intercorrências. Na ultrassonografia do primeiro trimestre, o "sinal do Lambda" (ou "twin peak sign") é o marcador mais confiável de dicorionicidade. Ele se manifesta como uma projeção triangular de tecido placentário na base da membrana intergemelar. Em contraste, o "sinal do T" (onde a membrana intergemelar se insere perpendicularmente à placenta sem projeção de tecido) é indicativo de monocorionicidade. A identificação precoce desses sinais é vital para o planejamento do acompanhamento e intervenções, se necessárias.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de determinar a corionicidade e amnionicidade em gestações gemelares?

A determinação da corionicidade e amnionicidade é fundamental para estratificar o risco de complicações, como síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) em monocoriônicas, e para guiar o manejo pré-natal, a frequência das ultrassonografias e o planejamento do parto.

O que é o "sinal do Lambda" e o que ele indica?

O "sinal do Lambda" (ou "twin peak sign") é um achado ultrassonográfico no primeiro trimestre, onde a membrana intergemelar se insere na placenta formando um triângulo de tecido placentário. Ele indica uma gestação dicoriônica diamniótica, com duas placentas separadas.

Quando é o melhor período para avaliar a corionicidade e amnionicidade?

O período ideal para determinar a corionicidade e amnionicidade é no primeiro trimestre, entre 10 e 14 semanas de gestação, pois os sinais ultrassonográficos como o Lambda e o T são mais claros e confiáveis antes que a membrana intergemelar se torne muito fina.

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