SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
A determinação da corionicidade de gestação gemelar é muito importante na assistência pré-natal e a ultrassonografia é o método de escolha para esta definição. O sinal de lambda e o encontro das membranas na placenta são, respectivamente, marcadores da gestação gemelar
Sinal de Lambda (Twin Peak Sign) na USG → Gestação dicoriônica diamniótica.
O sinal de lambda (ou "twin peak sign") é um achado ultrassonográfico crucial na gestação gemelar, indicando a presença de uma gestação dicoriônica. Uma gestação dicoriônica é sempre diamniótica, com cada feto tendo sua própria placenta e seu próprio saco amniótico.
A gestação gemelar é uma condição que exige atenção especial no pré-natal devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A determinação da corionicidade (número de placentas) e da amnionicidade (número de sacos amnióticos) é o passo mais crítico na avaliação ultrassonográfica inicial, idealmente realizada no primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas). Essa informação direciona o acompanhamento e o manejo de potenciais complicações. A ultrassonografia é o método de escolha para definir a corionicidade. O "sinal de lambda" ou "twin peak sign" é um marcador ultrassonográfico de dicorionicidade. Ele se refere à projeção triangular de tecido placentário que se estende para dentro do espaço entre as membranas amnióticas na inserção da membrana divisória na placenta. Este sinal indica que cada feto possui sua própria placenta e seu próprio córion, resultando em uma gestação dicoriônica diamniótica. Em contraste, o "sinal do T" (T-sign) é característico de gestações monocoriônicas, onde a membrana divisória é mais fina (composta apenas por duas camadas de âmnio) e se insere na placenta em um ângulo reto, sem a projeção de tecido placentário. Gestações dicoriônicas diamnióticas são as mais comuns e geralmente apresentam menor risco de complicações específicas de gemelaridade em comparação com as monocoriônicas, que exigem vigilância mais intensiva devido ao risco de síndrome de transfusão feto-fetal e outras intercorrências.
A corionicidade é o fator mais importante para determinar o risco de complicações em gestações gemelares. Gestações monocoriônicas têm riscos significativamente maiores de complicações como síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e restrição de crescimento seletiva.
O sinal de lambda é uma projeção triangular de tecido placentário que se estende para dentro do espaço entre as membranas amnióticas, na junção da membrana divisória com a placenta, visível no primeiro trimestre.
O sinal do T (T-sign) é característico de gestações monocoriônicas. Ele é observado quando a membrana divisória, que é mais fina (apenas duas camadas de âmnio), se insere na placenta em um ângulo reto, sem a projeção de tecido placentário.
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