USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Primigesta, 30 anos, com 40 semanas, é internada na fase ativa do trabalho de parto, com boa vitalidade fetal na admissão. Pré-natal sem intercorrências. Ela traz um plano de parto no qual rejeita o uso de ocitócicos, analgesia farmacológica e episiotomia. A parturiente se mantém bastante ativa, com alternância de posturas. As 21 horas, ela é reavaliada, apresentando sinais vitais normais, altura uterina de 37 cm, atividade uterina de 4 contrações de 50 segundos/10 minutos e batimentos cardíacos fetais sem desacelerações. O registro gráfico do trabalho de parto está representado na figura. Escolha a alternativa com a melhor conduta nesse caso.
Em fase ativa prolongada com boa vitalidade fetal, amniotomia (corioamniorrexe artificial) pode acelerar o trabalho de parto.
A corioamniorrexe artificial, ou amniotomia, é um procedimento que pode ser utilizado para acelerar o trabalho de parto em casos de fase ativa prolongada, desde que o colo esteja favorável e a vitalidade fetal esteja preservada. Ao romper as membranas, há liberação de prostaglandinas e intensificação das contrações uterinas, contribuindo para a progressão do parto.
O trabalho de parto é um processo dinâmico, e sua progressão é monitorada através do partograma. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por dilatação cervical mais rápida e contrações uterinas eficazes. Quando há uma falha na progressão, como uma fase ativa prolongada, é necessário considerar intervenções para evitar complicações maternas e fetais. A distocia de progressão pode ser causada por diversos fatores, incluindo contrações uterinas ineficazes, desproporção céfalo-pélvica ou má apresentação fetal. Em casos onde a vitalidade fetal está preservada e o colo uterino é favorável, a corioamniorrexe artificial (amniotomia) é uma intervenção comum e eficaz. Ela promove a liberação de prostaglandinas endógenas, que intensificam as contrações, e permite o contato direto da apresentação fetal com o colo, estimulando a dilatação. Embora o plano de parto deva ser respeitado, a segurança materno-fetal é primordial. A amniotomia é uma intervenção mecânica que, muitas vezes, pode ser aceita por pacientes que desejam evitar ocitócicos farmacológicos, sendo uma etapa intermediária antes de considerar a indução ou aceleração farmacológica. É crucial avaliar o partograma e a condição fetal antes de qualquer intervenção.
A corioamniorrexe artificial é indicada para acelerar o trabalho de parto em casos de distocia de progressão na fase ativa, quando o colo está favorável e a vitalidade fetal é boa, ou para induzir o parto em certas situações clínicas.
Os benefícios incluem a aceleração do trabalho de parto e a possibilidade de monitoramento interno. Os riscos potenciais são prolapso de cordão, infecção intra-amniótica (corioamnionite) e aumento do risco de cesariana se não houver progressão.
A amniotomia contribui para a progressão do trabalho de parto ao liberar prostaglandinas endógenas, que intensificam as contrações uterinas, e ao permitir o contato direto da apresentação fetal com o colo uterino, estimulando a dilatação cervical.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo