UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Primigesta, 32 semanas e 3 dias de idade gestacional, dá entrada na maternidade com queixa de dor abdominal difusa e febre há 1 dia. Refere ainda perda diária de pequena quantidade de líquido via vaginal há uma semana, sem odor característico. Ao exame: bom estado geral, FC = 105 bpm, PA = 100x60 mmHg TA = 38º, útero doloroso à palpação, especular evidencia saída de líquido amarelado pelo orifício externo do colo uterino, BCF: 150bpm, presença de 3 contrações moderadas em 10 minutos, ao toque colo fino, 4 cm de dilatação. O teste da cristalização em lâmina foi negativo. Nesse caso, a melhor conduta seria
RPM + febre + útero doloroso + taquicardia materna = Corioamnionite → Indução/evolução do parto + ATB (Ampicilina).
A presença de febre, taquicardia materna, útero doloroso e líquido amniótico via vaginal em gestante com RPM sugere corioamnionite. Nesses casos, a prioridade é a interrupção da gestação (indução ou cesárea, a depender da condição obstétrica) e antibioticoterapia, não a tocólise.
Corioamnionite é a infecção e inflamação das membranas fetais e do líquido amniótico, sendo uma complicação grave da gestação, especialmente após a rotura prematura de membranas (RPM). Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, justificando a importância de seu reconhecimento e manejo adequado. O diagnóstico de corioamnionite é clínico, baseado na presença de febre materna (>38°C) associada a pelo menos um dos seguintes: taquicardia materna, taquicardia fetal, útero doloroso à palpação ou secreção vaginal purulenta. A suspeita deve ser alta em gestantes com RPM prolongada. O tratamento da corioamnionite consiste na antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro (ex: ampicilina e gentamicina) e na interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional. A tocólise e a corticoterapia para maturação pulmonar são contraindicadas, pois o objetivo é resolver a infecção o mais rápido possível.
Os principais sinais incluem febre materna, taquicardia materna, taquicardia fetal, útero doloroso à palpação e secreção vaginal purulenta ou líquido amniótico com odor fétido.
A conduta inicial é a antibioticoterapia de amplo espectro (geralmente ampicilina e gentamicina) e a interrupção da gestação, seja por indução do trabalho de parto ou cesariana, dependendo das condições obstétricas.
A tocólise é contraindicada na corioamnionite porque a infecção intra-amniótica é uma condição que exige o esvaziamento uterino para resolver o quadro infeccioso, e a inibição das contrações pode agravar a infecção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo