UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente, 23 anos, G3P1nA1, DUM: 20/03/21, dá entrada na emergência referindo febre há cerca de dois dias, associada à dor pélvica e saída de líquido via vaginal. Ao exame físico: BEG, consciente e orientada, eupneica, temperatura de 39 graus, FC: 110bpm, PA:110x80mmhg, BCF 160bpm. Exame obstétrico: Altura uterina: 34cm, BCF 160, dinâmica uterina ausente, especular: com saída de líquido amarelado pelo orifício externo do colo e com odor fétido, ao toque vaginal com elevação da temperatura vaginal, colo impérvio. O diagnóstico é
Corioamnionite = febre materna + taquicardia materna/fetal + líquido amniótico fétido/purulento.
A corioamnionite é uma infecção intra-amniótica caracterizada por febre materna, taquicardia materna e/ou fetal, e líquido amniótico com odor fétido ou purulento. O colo impérvio não exclui o diagnóstico, especialmente se houver ruptura de membranas.
A corioamnionite é uma infecção e inflamação das membranas fetais (córion e âmnion) e do líquido amniótico, geralmente causada por bactérias ascendentes da vagina. É uma complicação séria da gestação, especialmente após a ruptura prematura de membranas, e pode levar a parto prematuro, sepse materna e neonatal, e outras morbidades graves para mãe e feto. A incidência varia, mas é uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. O diagnóstico de corioamnionite é primariamente clínico, baseado na presença de febre materna (≥ 38°C) associada a pelo menos um dos seguintes: taquicardia materna (>100 bpm), taquicardia fetal (>160 bpm), dor uterina ou sensibilidade, e/ou líquido amniótico purulento ou com odor fétido. A presença de líquido amarelado e fétido via vaginal, como no caso, é um forte indicativo. O colo pode estar impérvio, mas a infecção já estabelecida. O tratamento da corioamnionite exige antibioticoterapia de amplo espectro intravenosa imediata e a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, para erradicar a infecção e prevenir complicações. A via de parto (vaginal ou cesariana) é determinada por fatores obstétricos. O manejo rápido é crucial para melhorar os desfechos maternos e neonatais.
Os principais sinais incluem febre materna (>38°C), taquicardia materna (>100 bpm), taquicardia fetal (>160 bpm), dor uterina e, em casos de ruptura de membranas, líquido amniótico purulento ou com odor fétido.
O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro e interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, para prevenir complicações maternas e fetais. A via de parto é determinada por condições obstétricas.
A corioamnionite é caracterizada pela infecção do líquido amniótico e membranas. Pielonefrite tem dor lombar e sintomas urinários. Doença inflamatória pélvica aguda é rara na gestação avançada e não cursa com líquido amniótico fétido.
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