HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2022
A corioamnionite ou infecção ovular caracteriza-se como um processo inflamatório agudo e, às vezes, difuso das membranas extraplacentárias, placa coriônica da placenta e cordão umbilical. Sobre a corioamnionite, considere a alternativa correta:
Corioamnionite: em cesariana, proteger cavidade e suturar útero infectado com pontos separados.
Em casos de corioamnionite com indicação de cesariana, a técnica cirúrgica deve visar a redução da contaminação bacteriana intraperitoneal. Isso inclui a proteção da cavidade com compressas e a sutura do útero com pontos separados, mesmo que infectado, para garantir uma boa coaptação tecidual.
A corioamnionite, ou infecção ovular, é um processo inflamatório agudo das membranas extraplacentárias, placa coriônica e cordão umbilical, geralmente causado por uma infecção bacteriana ascendente. É uma complicação séria da gravidez, associada a morbimortalidade materna e fetal significativas, incluindo parto prematuro, sepse neonatal e disfunção orgânica materna. Sua incidência aumenta com a ruptura prolongada das membranas. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre materna, taquicardia materna e/ou fetal, dor uterina e, por vezes, líquido amniótico purulento ou com odor fétido. Embora Gardnerella vaginalis possa ser encontrada na vagina, a corioamnionite é frequentemente polimicrobiana, envolvendo bactérias entéricas e da flora vaginal. O líquido amniótico pode apresentar-se turvo ou purulento, mas raramente sanguinolento. O tratamento envolve antibioticoterapia imediata e o esvaziamento uterino. Se a cesariana for indicada, é crucial adotar medidas para minimizar a contaminação bacteriana intraperitoneal, como a proteção da cavidade com compressas e a sutura do útero com pontos separados, mesmo em tecido infectado, para assegurar uma boa hemostasia e cicatrização. A lavagem da cavidade peritoneal é controversa e geralmente não recomendada.
A corioamnionite aguda geralmente se manifesta com febre materna, taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina e, por vezes, líquido amniótico purulento ou com odor fétido.
A corioamnionite é polimicrobiana, mas os agentes mais comuns são bactérias da flora vaginal ascendente, como Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Escherichia coli e estreptococos do grupo B. Gardnerella vaginalis pode estar envolvida, mas não é o agente mais comum.
O tratamento principal é a antibioticoterapia de amplo espectro e o esvaziamento uterino. A via de parto deve ser definida pela condição obstétrica, mas a cesariana requer cuidados específicos para evitar a disseminação da infecção.
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