UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Primigesta, 30 anos, 33 semanas, comparece ao pronto-atendimento referindo dolorimento abdominal de moderada intensidade com contrações, refere perda líquida atípica há 3 dias e diminuição da movimentação fetal. Ao exame, paciente apresenta-se com 38,5°C, frequência cardíaca de 120, pressão arterial de 100x60mmHg, AU: 27cm, dinâmica ausente, bcf de 170, sem evidência de movimentação fetal, saída de conteúdo denso via vaginal com cristalização positiva. Com base na suspeita diagnóstica, assinale a opção de conduta incorreta.
RPMO + sinais de infecção (febre, taquicardia fetal) = Corioamnionite → NÃO usar corticoide, INDUZIR parto + ATB.
A paciente apresenta rotura prematura de membranas associada a sinais de infecção (febre, taquicardia materna e fetal, conteúdo denso vaginal), sugestivo de corioamnionite. Nesses casos, a corticoterapia (betametasona) é contraindicada, pois a infecção ativa exige a interrupção da gestação.
A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é uma condição comum na obstetrícia, e sua principal complicação é a infecção intra-amniótica, conhecida como corioamnionite. A corioamnionite é uma emergência obstétrica que pode levar a sepse materna e fetal, parto prematuro e outras complicações graves. O diagnóstico de corioamnionite é clínico, baseado na presença de febre materna (≥ 38°C) associada a pelo menos um dos seguintes: taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina ou secreção vaginal purulenta. A diminuição da movimentação fetal e a cristalização positiva do líquido vaginal confirmam a RPMO. A conduta em caso de corioamnionite é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, para controlar a infecção. Isso geralmente é feito por indução do trabalho de parto, com antibioticoterapia de amplo espectro iniciada imediatamente. A corticoterapia para maturação pulmonar fetal (como betametasona) é contraindicada na presença de infecção ativa, pois o benefício da maturação pulmonar é superado pelo risco de progressão da sepse.
Sinais de corioamnionite incluem febre materna (≥ 38°C), taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina à palpação e secreção vaginal purulenta, frequentemente associados à rotura prematura de membranas.
A betametasona é contraindicada na corioamnionite porque a infecção intra-amniótica exige a interrupção da gestação para evitar sepse materna e fetal, e a corticoterapia pode retardar essa conduta ou mascarar a infecção.
A conduta inicial inclui internação, coleta de exames laboratoriais (hemograma, culturas), início de antibioticoterapia de amplo espectro e, geralmente, a indução ou interrupção do trabalho de parto, independentemente da idade gestacional.
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