UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
São alterações precoces na corioamnionite, EXCETO:
Corioamnionite: febre é sinal TARDIO; taquicardia fetal/materna e útero doloroso são precoces.
A febre é um sinal clássico de corioamnionite, mas muitas vezes é uma manifestação mais tardia da infecção. Alterações como taquicardia fetal e materna, útero doloroso e alterações laboratoriais (leucocitose, PCR elevada) podem preceder a febre, sendo importantes para o diagnóstico precoce.
A corioamnionite é uma infecção e inflamação das membranas fetais (cório e âmnio) e do líquido amniótico, representando uma complicação grave da gestação que pode levar a desfechos adversos maternos e perinatais. É mais comum em gestações com ruptura prematura de membranas prolongada, mas pode ocorrer com membranas íntegras. O reconhecimento precoce é fundamental para instituir o tratamento adequado e minimizar riscos. O diagnóstico de corioamnionite é primariamente clínico. Embora a febre materna seja um sinal clássico, ela frequentemente se manifesta em estágios mais avançados da infecção. Sinais precoces e importantes incluem taquicardia materna (>100 bpm), taquicardia fetal (>160 bpm por 10 minutos ou mais), útero doloroso à palpação e, em alguns casos, líquido amniótico purulento ou fétido. Alterações laboratoriais como leucocitose materna (>15.000-20.000/mm³) e elevação da Proteína C Reativa (PCR) também são indicativos de processo inflamatório/infeccioso. A conduta na corioamnionite envolve a administração imediata de antibióticos de amplo espectro e a resolução da gestação, independentemente da idade gestacional. Para residentes, é crucial não subestimar os sinais precoces e não esperar a febre para iniciar o manejo, pois o atraso pode aumentar o risco de sepse materna, parto prematuro, paralisia cerebral e óbito neonatal. A monitorização fetal contínua e a avaliação clínica rigorosa são essenciais para um desfecho favorável.
Os critérios incluem febre materna, taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina e/ou líquido amniótico fétido. A presença de febre com pelo menos dois outros critérios é diagnóstica.
A taquicardia fetal é um sinal precoce de resposta inflamatória e estresse fetal à infecção intra-amniótica, sendo um indicador sensível de comprometimento fetal.
A elevação da PCR e a leucocitose materna são marcadores inflamatórios que, embora inespecíficos, podem apoiar o diagnóstico de corioamnionite, especialmente na ausência de febre.
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