Corioamnionite na RPMO: Manejo e Indução do Parto

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Secundigesta, 31 semanas de gestação, com parto normal anterior há 2 anos, é admitida com diagnóstico de rotura prematura de membranas. Realizada conduta expectante com avaliação materna e fetal, ciclo de betametasona e administração de ampicilina. Após 48 horas da admissão, evoluiu com febre, aumento da sensibilidade uterina e taquicardia fetal. Nesse momento, a melhor conduta é

Alternativas

  1. A) ampliar esquema antibiótico com azitromicina e amoxacilina VO até completar 07 dias de tratamento.
  2. B) realizar perfil biofísico fetal, caso movimentos respiratórios diminuídos indicarem antecipação do parto.
  3. C) administrar sulfato de magnésio IV e realizar parto cesariana após dose de ataque.
  4. D) ampliar esquema antibiótico com clindamicina e gentamicina IV, administrar sulfato de magnésio e induzir o parto.
  5. E) realizar novo ciclo de corticoide, manter o antibiótico e indicar a cesariana.

Pérola Clínica

RPMO + sinais de corioamnionite (febre, sensibilidade uterina, taquicardia fetal) → ATB amplo + sulfato de magnésio + indução do parto.

Resumo-Chave

A presença de febre, aumento da sensibilidade uterina e taquicardia fetal em paciente com RPMO indica corioamnionite, uma infecção intra-amniótica que exige interrupção da gestação. A conduta inclui antibioticoterapia de amplo espectro (clindamicina e gentamicina são opções comuns), neuroproteção fetal com sulfato de magnésio (se <32 semanas) e indução do parto.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas (RPMO) é uma complicação obstétrica comum que aumenta o risco de infecção intra-amniótica, conhecida como corioamnionite. A corioamnionite é uma condição grave que exige intervenção imediata para prevenir sepse materna e fetal. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre materna, taquicardia materna, taquicardia fetal, sensibilidade uterina e/ou secreção vaginal purulenta. Uma vez diagnosticada a corioamnionite, a conduta expectante deve ser abandonada, e a interrupção da gestação é indicada, independentemente da idade gestacional. O tratamento inclui antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir os patógenos mais comuns (geralmente bactérias gram-positivas e gram-negativas, e anaeróbios). Um esquema comum é a combinação de ampicilina ou clindamicina com gentamicina intravenosa. Além disso, se a idade gestacional for inferior a 32 semanas, o sulfato de magnésio deve ser administrado para neuroproteção fetal. A via de parto na corioamnionite geralmente é a indução do parto vaginal, a menos que haja outras indicações obstétricas para cesariana. A monitorização contínua da mãe e do feto é essencial durante todo o processo. O manejo rápido e eficaz da corioamnionite é crucial para minimizar os riscos de morbimortalidade materna e neonatal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para corioamnionite?

Os critérios incluem febre materna (>38°C), associada a pelo menos um dos seguintes: taquicardia materna, taquicardia fetal, sensibilidade uterina ou secreção vaginal purulenta.

Por que o sulfato de magnésio é administrado nesse cenário?

O sulfato de magnésio é administrado para neuroproteção fetal em gestações com menos de 32 semanas, reduzindo o risco de paralisia cerebral, especialmente em partos prematuros iminentes.

Qual o esquema antibiótico recomendado para corioamnionite?

O esquema antibiótico inicial geralmente inclui um beta-lactâmico (como ampicilina) e um aminoglicosídeo (como gentamicina). Em caso de alergia à penicilina ou suspeita de anaeróbios, clindamicina pode ser adicionada ou substituída.

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