CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2019
Um quadro apresenta uma paisagem colorida e é iluminado por um feixe de luz policromática. Um observador olha o quadro através de dois filtros perfeitamente complementares às cores correspondentes perfeitos, como na figura abaixo:
Filtros perfeitamente complementares sobrepostos → Absorção total de luz = Preto.
Filtros complementares absorvem exatamente as cores que o outro transmite. Quando combinados, nenhuma luz visível atravessa o sistema.
Este conceito é fundamental na física óptica e tem aplicações práticas em exames oftalmológicos, como o teste de cores de Ishihara e o uso de filtros em lâmpadas de fenda (ex: filtro azul de cobalto com fluoresceína). A compreensão da síntese subtrativa permite entender como as lentes coloridas e filtros interferem na percepção visual e na proteção contra radiações específicas.
Cores complementares são pares de cores que, quando combinadas na síntese aditiva (luz), produzem luz branca. Na síntese subtrativa (filtros), um filtro de uma cor absorve a sua cor complementar. Por exemplo, um filtro verde absorve o espectro do magenta.
Se o primeiro filtro deixa passar apenas a luz 'A' e absorve a 'B', e o segundo filtro (complementar) absorve justamente a luz 'A', ao final do trajeto não restará nenhuma luz no espectro visível para chegar ao observador, resultando na percepção da cor preta.
A luz policromática contém todas as cores do espectro. O primeiro filtro seleciona uma banda específica; o segundo filtro, sendo o oposto exato, bloqueia essa banda selecionada. Como o resto já havia sido bloqueado pelo primeiro, o bloqueio torna-se total.
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