CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Com relação à fotografia abaixo, é correto afirmar:
Verde de Lissanina e Rosa Bengala coram células desvitalizadas e áreas sem mucina.
O padrão de coloração do Verde de Lissanina é idêntico ao do Rosa Bengala, porém com menor toxicidade e maior conforto para o paciente.
A avaliação da superfície ocular depende do uso estratégico de corantes vitais. Enquanto a fluoresceína é o padrão-ouro para a córnea, o Verde de Lissanina destaca-se na avaliação da conjuntiva bulbar exposta na fenda palpebral. O padrão de coloração em 'ampulheta' ou nasal/temporal é clássico da ceratoconjuntivite sicca. O entendimento de que esses corantes marcam a deficiência de mucina e a desvitalização celular permite ao clínico graduar a severidade da doença da superfície ocular e monitorar a resposta ao tratamento com lubrificantes, anti-inflamatórios ou secretagogos.
A fluoresceína cora predominantemente defeitos epiteliais (áreas onde as células foram perdidas), infiltrando-se no espaço intercelular. O Verde de Lissanina (e o Rosa Bengala) cora células epiteliais desvitalizadas, degeneradas e áreas onde a camada de mucina está ausente ou descontínua, sendo excelente para avaliar a conjuntiva.
Ambos possuem o mesmo padrão de coloração. No entanto, o Rosa Bengala é conhecido por ser intrinsecamente tóxico ao epitélio corneano e causar dor e irritação intensa após a instilação. O Verde de Lissanina oferece o mesmo valor diagnóstico com perfil de tolerabilidade muito superior.
A hiperosmolaridade lacrimal (>308-316 mOsm/L) é um marcador central da fisiopatologia do olho seco. Valores em torno de 310 mOsm/L são considerados limítrofes ou indicativos de olho seco leve, mas o padrão de coloração por corantes vitais reflete o dano tecidual já estabelecido na superfície.
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