Uso de Colírios e Corantes na Prática Oftalmológica

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

Qual a relação correta a respeito dos colírios abaixo? I. Usado como mucolítico nos casos de ceratite filamentar. II. Usado para auxílio diagnóstico das neoplasia de superfície ocular. III. Usado para evidenciar dano ocular na região da conjuntiva de pacientes com olho seco. IV. Usado como opção terapêutica em casos de erosão recorrente da córnea. A. Rosa Bengala B. Cloreto de sódio C. N-acetilcisteína D. Lisamina verde

Alternativas

  1. A) I-A, II-D, III-B, IV-C.
  2. B) I-B, II-C, III-A, IV-D.
  3. C) I-C, II-A, III-D, IV-B.
  4. D) I-D, II-B, III-C, IV-A.

Pérola Clínica

N-acetilcisteína = mucolítico; Rosa Bengala = neoplasia; Lisamina = conjuntiva; NaCl = erosão.

Resumo-Chave

Diferenciar corantes e substâncias tópicas é essencial: a N-acetilcisteína dissolve filamentos mucosos, enquanto corantes como Rosa Bengala e Lisamina Verde identificam danos celulares específicos.

Contexto Educacional

O conhecimento dos agentes diagnósticos e terapêuticos tópicos é fundamental para o manejo de doenças da superfície ocular. A correta identificação de padrões de coloração permite diferenciar entre simples ressecamento ocular e condições mais graves, como neoplasias intraepiteliais escamosas. Além disso, o manejo de condições crônicas como a ceratite filamentar exige o uso de agentes que modifiquem a reologia do filme lacrimal, como os mucolíticos. Na prática clínica, a escolha do corante deve equilibrar a sensibilidade diagnóstica com o conforto do paciente. O uso de soluções hipertônicas para erosões recorrentes demonstra a aplicação de princípios biofísicos (osmose) para restaurar a integridade anatômica da córnea. Este tema é recorrente em provas de residência por exigir a correlação direta entre farmacologia aplicada e semiologia oftalmológica.

Perguntas Frequentes

Por que usar N-acetilcisteína na ceratite filamentar?

A N-acetilcisteína atua como um agente mucolítico potente. Na ceratite filamentar, ocorre a formação de filamentos compostos por muco e células epiteliais que aderem à córnea, causando dor e sensação de corpo estranho. A substância quebra as pontes de dissulfeto das mucoproteínas, facilitando a dissolução desses filamentos e aliviando os sintomas do paciente.

Qual a diferença diagnóstica entre Rosa Bengala e Lisamina Verde?

Embora ambos corem células epiteliais mortas ou degeneradas e áreas sem mucina, o Rosa Bengala é conhecido por ser altamente irritante, causando desconforto significativo. Ele é clássico para evidenciar neoplasias de superfície. A Lisamina Verde possui perfil de coloração semelhante, mas é muito melhor tolerada, sendo o padrão-ouro para avaliar o dano conjuntival em pacientes com ceratoconjuntivite sicca (olho seco).

Como o Cloreto de Sódio auxilia na erosão recorrente da córnea?

O cloreto de sódio em soluções hipertônicas (geralmente 5%) cria um gradiente osmótico que retira o excesso de fluido do epitélio e estroma corneano. Isso reduz o edema epitelial e melhora a aderência do epitélio à membrana de Bowman, prevenindo novos episódios de descolamento epitelial (erosão recorrente), especialmente ao acordar.

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