UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023
Paciente de 70 anos, tabagista de longa data, apresenta-se no pronto atendimento queixando-se de cansaço e síndrome edemigênica. Ao exame físico, encontra-se acordado, com pletora facial e turgência jugular. Apresenta pulmões limpos, perfusão periférica normal, pressão arterial e pulso normais. Chama atenção abdome ascítico e edema de membros inferiores 4+/ 4+. Qual o diagnóstico mais provável do paciente?
Cor pulmonale = Insuficiência cardíaca direita secundária a doença pulmonar crônica, com pletora, turgência jugular, ascite e edema.
Cor pulmonale é a insuficiência do ventrículo direito causada por doença pulmonar crônica, levando a hipertensão pulmonar. Os achados de pletora, turgência jugular, ascite e edema de membros inferiores com pulmões limpos são clássicos da falência ventricular direita.
O cor pulmonale é definido como a hipertrofia e/ou dilatação do ventrículo direito secundária a doenças que afetam a estrutura e/ou função pulmonar, levando à hipertensão pulmonar. É uma complicação comum de doenças pulmonares crônicas, como a DPOC, e representa uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em tabagistas de longa data. A fisiopatologia envolve a hipóxia crônica, que causa vasoconstrição das arteríolas pulmonares, remodelamento vascular e aumento da resistência vascular pulmonar. Isso sobrecarrega o ventrículo direito, levando à sua hipertrofia e, eventualmente, à falência. Clinicamente, manifesta-se por sinais de insuficiência cardíaca direita, como cansaço, pletora facial, turgência jugular, hepatomegalia, ascite e edema de membros inferiores, com pulmões tipicamente limpos à ausculta. O diagnóstico é primariamente clínico, suportado por exames como ecocardiograma (que avalia a função do VD e a pressão pulmonar) e exames de função pulmonar. O tratamento visa a doença pulmonar subjacente (ex: oxigenoterapia na DPOC), diuréticos para controle da congestão e, em alguns casos, vasodilatadores pulmonares. O manejo adequado da doença de base é crucial para retardar a progressão do cor pulmonale e melhorar o prognóstico do paciente.
Os principais sinais e sintomas incluem dispneia, fadiga, pletora facial, turgência jugular, hepatomegalia, ascite e edema de membros inferiores, refletindo a falência do ventrículo direito e a congestão sistêmica.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é a causa mais comum de cor pulmonale. A hipóxia crônica na DPOC leva à vasoconstrição pulmonar e remodelamento vascular, resultando em hipertensão pulmonar e sobrecarga do ventrículo direito.
No cor pulmonale, os pulmões geralmente estão limpos à ausculta, enquanto na insuficiência cardíaca esquerda são comuns estertores e sibilos. A pletora facial, turgência jugular proeminente e ascite são mais marcantes na falência direita do cor pulmonale.
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