UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Homem, 65 anos, hipertenso e tabagista, vem ao ambulatório com queixa de dispneia progressiva há 8 anos. Apresenta tosse crônica com expectoração clara e, neste último mês, evoluiu com dispneia aos pequenos esforços. Ao exame físico: FR= 25 irpm, murmúrio vesicular diminuído difusamente, estase jugular, hepatomegalia 2 cm do rebordo costal direito e edema +++/4+ nos membros inferiores. Demais dados do exame físico sem alterações. Os achados do exame clínico correspondem à doença pulmonar obstrutiva crônica com
DPOC + estase jugular, hepatomegalia, edema periférico → Cor pulmonale (hipertensão pulmonar e IC direita).
O quadro clínico de um paciente com DPOC avançada, apresentando dispneia progressiva, tosse crônica e sinais de sobrecarga do coração direito (estase jugular, hepatomegalia, edema de membros inferiores), é altamente sugestivo de cor pulmonale. Esta condição resulta da hipertensão pulmonar crônica induzida pela DPOC, levando à insuficiência cardíaca direita.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva que, em estágios avançados, pode levar a complicações cardiovasculares significativas, sendo o cor pulmonale uma das mais graves. O cor pulmonale é definido como a hipertrofia e/ou dilatação do ventrículo direito resultante de doenças que afetam a estrutura e/ou função pulmonar, levando à hipertensão pulmonar. A fisiopatologia envolve a hipóxia crônica, que induz vasoconstrição das arteríolas pulmonares, aumentando a resistência vascular pulmonar e, consequentemente, a pressão na artéria pulmonar. Essa sobrecarga crônica no ventrículo direito leva à sua hipertrofia e, eventualmente, à falência (insuficiência cardíaca direita). Os sintomas incluem dispneia progressiva, tosse crônica e, quando a insuficiência cardíaca direita se instala, sinais de congestão sistêmica. O diagnóstico é clínico, com a presença de sinais como estase jugular, hepatomegalia e edema de membros inferiores, em um paciente com DPOC. Exames complementares como ecocardiograma e cateterismo cardíaco direito podem confirmar a hipertensão pulmonar e a disfunção ventricular direita. O tratamento foca no manejo da DPOC subjacente, otimização da oxigenação e, quando necessário, diuréticos para o edema, visando reduzir a sobrecarga do ventrículo direito e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Os sinais incluem estase jugular, hepatomegalia, edema de membros inferiores, dispneia progressiva e, em casos avançados, cianose, refletindo a sobrecarga e falência do ventrículo direito.
A hipóxia crônica na DPOC causa vasoconstrição pulmonar, levando ao aumento da resistência vascular pulmonar e hipertensão pulmonar, que sobrecarrega o ventrículo direito, resultando em sua hipertrofia e falência.
O exame físico é crucial para identificar sinais de congestão sistêmica, como estase jugular, hepatomegalia e edema periférico, que indicam a presença de insuficiência cardíaca direita e cor pulmonale, permitindo o diagnóstico precoce.
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