FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Lactente de 4 meses, nascido de parto normal, iniciou há 20 dias com tosse, coriza e febre baixa. Evolui com melhora da febre, porém com piora da tosse, caracterizada por acessos súbitos de tosse seca, acompanhados por cianose perioral e vômitos. Apresenta hemograma com linfocitose e radiografia de tórax com infiltrado para-cardíaco bilateral. De acordo com a principal suspeita etiológica, o tratamento deve ser com:
Lactente < 6 meses com tosse paroxística + cianose + vômitos + linfocitose → Coqueluche = Macrolídeo (Claritromicina).
A coqueluche, causada por Bordetella pertussis, é uma doença respiratória grave em lactentes, caracterizada por tosse paroxística. O tratamento com macrolídeos, como a claritromicina, é crucial para erradicar a bactéria e reduzir a transmissibilidade, embora não altere significativamente o curso da doença na fase paroxística.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa que afeta principalmente crianças não vacinadas ou com vacinação incompleta. Em lactentes jovens, a apresentação pode ser atípica e grave, com risco de complicações sérias como apneia, convulsões e encefalopatia. A alta taxa de morbimortalidade em menores de 6 meses ressalta a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado. O diagnóstico da coqueluche é primariamente clínico, baseado na tríade de tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse, embora o guincho possa estar ausente em lactentes. Achados laboratoriais como linfocitose absoluta e radiografia de tórax com infiltrado perihilar ou para-cardíaco bilateral podem corroborar a suspeita. A confirmação laboratorial é feita por cultura de secreção nasofaríngea ou PCR. O tratamento da coqueluche é feito com antibióticos macrolídeos, como claritromicina, azitromicina ou eritromicina. O objetivo principal é erradicar a bactéria do trato respiratório, reduzindo a transmissibilidade da doença. Embora o tratamento antibiótico seja mais eficaz na fase catarral (inicial), ele ainda é recomendado na fase paroxística para diminuir a disseminação, especialmente em lactentes.
A coqueluche em lactentes pode apresentar tosse paroxística com guincho inspiratório, cianose perioral, vômitos pós-tosse, e frequentemente é acompanhada de linfocitose no hemograma. A febre pode ser baixa ou ausente.
A claritromicina, um macrolídeo, é o tratamento de escolha para coqueluche porque é eficaz contra Bordetella pertussis, erradicando a bactéria e diminuindo a transmissibilidade da doença. Outros macrolídeos como azitromicina e eritromicina também são opções.
A radiografia de tórax na coqueluche pode mostrar infiltrado para-cardíaco bilateral ou peribrônquico, mas não é específica para o diagnóstico. O diagnóstico é principalmente clínico e laboratorial (cultura ou PCR).
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