UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
O tratamento e a quimioprofilaxia da coqueluche tinha como antibiótico preferencial a eritromicina.Qual droga o Ministério da Saúde do Brasil passou a definir como droga de escolha, tanto para o tratamento como para a quimioprofilaxia da coqueluche?Qual droga ficou como segunda opção de escolha para tratamento e quimioprofilaxia da coqueluche?
Coqueluche: 1ª escolha = Azitromicina; 2ª escolha = Claritromicina ou Eritromicina.
As diretrizes atuais do Ministério da Saúde para coqueluche indicam a azitromicina como primeira escolha para tratamento e quimioprofilaxia, devido à sua eficácia e menor perfil de efeitos adversos gastrointestinais em comparação com a eritromicina. Claritromicina ou eritromicina são opções de segunda linha.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, especialmente grave em lactentes. O tratamento e a quimioprofilaxia são cruciais para reduzir a transmissão e a morbimortalidade, e as diretrizes têm evoluído para otimizar a eficácia e a segurança. Historicamente, a eritromicina era o macrolídeo de escolha. No entanto, devido ao seu perfil de efeitos adversos gastrointestinais e à posologia mais complexa, as diretrizes atuais do Ministério da Saúde do Brasil e de outras organizações de saúde passaram a recomendar a azitromicina como droga de primeira escolha, tanto para o tratamento quanto para a quimioprofilaxia da coqueluche. A azitromicina oferece a vantagem de uma posologia mais simples (geralmente uma vez ao dia por 5 dias) e melhor tolerabilidade. Como segunda opção, a claritromicina ou a própria eritromicina ainda podem ser utilizadas, especialmente se houver contraindicação ou intolerância à azitromicina. A quimioprofilaxia é fundamental para contatos próximos, visando conter a disseminação da doença.
A azitromicina é o antibiótico de primeira escolha para o tratamento da coqueluche, devido à sua eficácia contra Bordetella pertussis e melhor tolerabilidade em comparação com outros macrolídeos.
Como segunda opção, pode-se utilizar claritromicina ou eritromicina. A escolha depende da idade do paciente e da tolerância aos efeitos adversos.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos de casos confirmados de coqueluche, especialmente bebês menores de 1 ano, gestantes no terceiro trimestre e indivíduos imunocomprometidos, independentemente do estado vacinal.
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