UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2015
A coqueluche (tosse comprida) é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório. Esta doença acontece no mundo todo e afeta todas as faixas etárias, podendo adquirir caráter grave nas crianças pequenas e não imunizadas. Sobre o assunto, responda: Cite as três complicações mais importantes na criança.
Complicações fatais da coqueluche → Pneumonia, Encefalopatia e Convulsões/Apneia.
A coqueluche em lactentes é potencialmente fatal, sendo a pneumonia a principal causa de óbito, seguida por complicações neurológicas e nutricionais decorrentes da tosse paroxística.
A coqueluche permanece um desafio de saúde pública, especialmente em lactentes menores de 6 meses que ainda não completaram o esquema vacinal primário. A doença progride em três fases: catarral, paroxística e de convalescença. É na fase paroxística que as complicações mais graves costumam surgir. A tríade de complicações mais citada inclui a pneumonia (responsável por cerca de 90% dos óbitos), a encefalopatia (manifestada por convulsões e alteração do sensório) e as complicações nutricionais/mecânicas. O tratamento precoce com macrolídeos é fundamental para reduzir a transmissibilidade e a gravidade se iniciado precocemente.
A pneumonia é a complicação mais comum e a principal causa de morte por coqueluche, podendo ser causada pela própria Bordetella pertussis ou por infecção bacteriana secundária. Outras complicações respiratórias incluem atelectasias, enfisema intersticial e pneumotórax devido ao esforço intenso da tosse paroxística que aumenta drasticamente a pressão intratorácica.
As complicações neurológicas, conhecidas como encefalopatia da coqueluche, ocorrem principalmente em lactentes. Manifestam-se por convulsões, coma e déficits focais. A fisiopatologia envolve hipóxia cerebral durante os paroxismos de tosse, hemorragias intracranianas por aumento da pressão venosa ou ação direta de toxinas bacterianas.
A desnutrição e a desidratação são complicações importantes devido aos vômitos pós-tussígenos e à dificuldade de alimentação. A criança gasta muita energia durante as crises de tosse e a ingestão oral fica prejudicada pela frequência dos ataques, levando a um balanço energético negativo e perda ponderal rápida.
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