Coqueluche: Agente Etiológico e Sinais Chave

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Menino, 5a, previamente hígido, é trazido à Unidade Básica de Saúde com história de tosse seca há 18 dias, em crises, acompanhada de vômitos após alguns episódios e, por vezes, parece ter dificuldade em retomar o fôlego. Carteira vacinal: últimas vacinas registradas com 12 meses de vida. Exame físico: bom estado geral; corado; T=36,4ºC; FR=24irpm; durante inspeção de orofaringe apresentou tosse e ficou pletórico. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios. O AGENTE ETIOLÓGICO É:

Alternativas

Pérola Clínica

Criança não vacinada + tosse > 14 dias em crises + vômitos pós-tosse + guincho inspiratório → Coqueluche (Bordetella pertussis).

Resumo-Chave

O quadro clínico de tosse prolongada (mais de 14 dias), em crises paroxísticas, acompanhada de vômitos pós-tosse e dificuldade em retomar o fôlego (guincho inspiratório), em uma criança com vacinação incompleta, é altamente sugestivo de coqueluche. O agente etiológico é a bactéria *Bordetella pertussis*.

Contexto Educacional

A coqueluche, ou tosse comprida, é uma doença respiratória infecciosa aguda e altamente contagiosa causada pela bactéria *Bordetella pertussis*. Embora a vacinação tenha reduzido drasticamente sua incidência, surtos ainda ocorrem, especialmente em populações com cobertura vacinal incompleta ou em crianças que perderam a proteção da vacina ao longo do tempo. É uma doença de notificação compulsória. O quadro clínico da coqueluche é dividido em três fases. A fase catarral, inicial, apresenta sintomas inespecíficos como coriza, espirros e tosse leve. A fase paroxística, que dura de 1 a 6 semanas, é a mais característica, com crises de tosse intensa e repetitiva, seguidas por um guincho inspiratório (estridor) e frequentemente vômitos pós-tosse. A fase de convalescença é a recuperação gradual. Em lactentes jovens, a apresentação pode ser atípica, com apneia e cianose, sem o guincho clássico. O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na história de tosse prolongada com as características descritas, especialmente em crianças não vacinadas ou com vacinação incompleta. A confirmação laboratorial pode ser feita por cultura ou PCR de secreções nasofaríngeas. O tratamento é com macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina), que são mais eficazes na fase catarral para reduzir a transmissibilidade. A prevenção através da vacinação (DTP/DTPa) é fundamental, sendo um ponto crucial para a saúde pública e para a prática pediátrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da coqueluche em crianças?

A coqueluche é caracterizada por três fases: catarral (sintomas inespecíficos), paroxística (tosse intensa em crises, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse) e convalescença (melhora gradual). A tosse prolongada é o sintoma mais marcante.

Qual o agente etiológico da coqueluche?

O agente etiológico da coqueluche é a bactéria gram-negativa *Bordetella pertussis*. É uma infecção altamente contagiosa que afeta principalmente o trato respiratório.

Qual a importância da vacinação contra coqueluche?

A vacinação (DTP/DTPa) é a principal forma de prevenção da coqueluche, especialmente em lactentes, que são os mais vulneráveis a formas graves e complicações. A vacinação incompleta aumenta o risco de contrair a doença.

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