Coqueluche: Profilaxia em Contatos Domiciliares

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021

Enunciado

Mãe comparece ao pronto socorro com criança de 2 meses de idade com queixa de tosse produtiva há 10 dias, febre de 37,9 graus, no início do quadro. Relata que há 2 dias houve piora da tosse e informa que criança ficava cianótica e fazia uma pausa na tosse. Relata ainda que na casa moram pai, mãe e irmão de 2 anos e 2 meses, sem vacinação prévia. Considerando as informações responda a questão.Para o irmão de 2 anos e 2 meses, sua conduta é:

Alternativas

  1. A) Iniciar azitromicina em dose terapêutica
  2. B) Fazer coleta de secreção e medicar se resultado positivo
  3. C) Observação apenas
  4. D) Indicar boqueio vacinal

Pérola Clínica

Contato domiciliar de coqueluche, mesmo assintomático, deve receber quimioprofilaxia com macrolídeo.

Resumo-Chave

Em casos de coqueluche, todos os contatos domiciliares próximos, independentemente do estado vacinal ou sintomático, devem receber quimioprofilaxia com macrolídeos (azitromicina, claritromicina ou eritromicina) para prevenir a doença ou reduzir a transmissão, especialmente para lactentes jovens.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, particularmente grave em lactentes menores de 6 meses. Caracteriza-se por tosse paroxística, guincho inspiratório e, em casos graves, cianose e apneia. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações e óbitos, especialmente em populações vulneráveis. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por cultura de nasofaringe ou PCR. O tratamento e a profilaxia são baseados em macrolídeos, como a azitromicina. A quimioprofilaxia pós-exposição é fundamental para contatos próximos, mesmo que assintomáticos ou com vacinação incompleta, visando reduzir a transmissão e proteger os mais jovens. A vacinação é a principal estratégia de prevenção. A vacina DTPa é administrada na infância, e a dTpa é recomendada para adolescentes, adultos e gestantes (entre a 20ª e 36ª semana de gestação) para conferir proteção passiva ao recém-nascido. A vigilância epidemiológica e a rápida intervenção em surtos são essenciais para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para iniciar a quimioprofilaxia da coqueluche?

A quimioprofilaxia é indicada para todos os contatos próximos de um caso confirmado ou suspeito de coqueluche, especialmente lactentes, gestantes e indivíduos com comorbidades, independentemente do estado vacinal.

Qual o tratamento de escolha para a coqueluche e sua profilaxia?

Macrolídeos são a primeira escolha para o tratamento e a profilaxia da coqueluche. A azitromicina é frequentemente preferida devido à sua posologia mais conveniente e menor incidência de efeitos adversos gastrointestinais.

Por que a vacinação é tão importante na prevenção da coqueluche?

A vacinação (DTPa ou dTpa) é a medida mais eficaz para prevenir a coqueluche e suas formas graves, especialmente em lactentes. A imunização de gestantes (dTpa) protege o recém-nascido nos primeiros meses de vida.

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