Coqueluche: Quando Indicar Quimioprofilaxia para Contatos?

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

Lactente de 4 meses com tosse paroxística foi diagnosticado com coqueluche e recebeu o tratamento medicamentoso adequado, apresentando boa evolução do quadro. Ele reside na mesma casa com os pais, um irmão de 2 anos (A), um irmão de 6 anos (B) e a avó de 58 anos. O pai é pedreiro e o único que trabalha fora de casa dentre eles. Somente B frequenta a escola, cursando o primeiro ano do ensino fundamental. A mãe informa que A tomou as vacinas recomendadas pelo PNI (Programa Nacional de Imunização) somente até os 12 meses de idade e que B e os adultos estão com suas vacinações atualizadas segundo o PNI.Assinale a alternativa correta quanto à indicação de quimioprofilaxia para os contactantes, segundo as recomendações do Ministério da Saúde.

Alternativas

  1. A) Não há indicação de quimioprofilaxia a nenhum dos contactantes.
  2. B) Somente para A.
  3. C) Somente para A e B.
  4. D) Para A, B e para contactantes da escola de B.
  5. E) Para A, os pais e a avó.

Pérola Clínica

Coqueluche: quimioprofilaxia com macrolídeo (Azitromicina) é indicada para TODOS os contatos próximos, independentemente da idade ou estado vacinal.

Resumo-Chave

A quimioprofilaxia para contatos de coqueluche visa erradicar o estado de portador de Bordetella pertussis e interromper a cadeia de transmissão. A recomendação do Ministério da Saúde é universal para todos os contatos domiciliares, pois a vacinação não impede a colonização e a transmissão.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença infecciosa aguda e transmissível que afeta o trato respiratório. Apesar da vacinação, surtos continuam a ocorrer, representando um risco significativo especialmente para lactentes menores de 6 meses, que ainda não completaram o esquema vacinal primário e apresentam maior risco de complicações graves e óbito. O controle da transmissão é um pilar da saúde pública. Quando um caso de coqueluche é diagnosticado, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda a quimioprofilaxia para todos os contatos próximos, definidos como aqueles que tiveram contato face a face por período prolongado ou compartilharam o mesmo ambiente confinado com o caso índice. Esta recomendação é universal, aplicando-se a todos os contatos, independentemente da idade ou do estado vacinal. A lógica por trás dessa recomendação é que a imunidade, seja pela vacina ou pela doença prévia, não impede de forma confiável a colonização da nasofaringe pela B. pertussis. Indivíduos vacinados podem se tornar portadores assintomáticos e transmitir a bactéria para contatos vulneráveis. A quimioprofilaxia, geralmente com azitromicina, visa erradicar esse estado de portador e interromper a cadeia de transmissão, protegendo os mais suscetíveis.

Perguntas Frequentes

Quem deve receber quimioprofilaxia após exposição a um caso de coqueluche?

Segundo o Ministério da Saúde, todos os contatos próximos de um caso confirmado de coqueluche devem receber quimioprofilaxia, independentemente da idade ou do histórico de vacinação. Isso inclui todos os moradores da mesma casa, colegas de creche e outros contatos íntimos.

Qual é o esquema de quimioprofilaxia para coqueluche?

O esquema preferencial para a maioria dos pacientes é Azitromicina, uma vez ao dia, por 5 dias. Alternativas incluem Claritromicina por 7 dias ou Sulfametoxazol-Trimetoprima por 14 dias para pacientes com contraindicação aos macrolídeos.

Por que a vacinação completa não isenta o contato da quimioprofilaxia?

A vacina contra coqueluche é eficaz na prevenção da doença grave, mas a proteção contra a infecção e colonização pela Bordetella pertussis é incompleta e diminui com o tempo. A quimioprofilaxia visa eliminar a bactéria da nasofaringe do contato, quebrando a cadeia de transmissão para pessoas vulneráveis, como lactentes jovens.

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