Coqueluche: Notificação Compulsória e Definição de Caso Suspeito

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Leia o caso clínico. Um médico da atenção primária recebe um paciente com um ano de idade que apresenta quadro clínico que se encaixa, de acordo com o Ministério da Saúde, na seguinte definição de caso suspeito: “todo indivíduo que, independentemente do estado vacinal, apresente tosse de qualquer tipo, há 14 dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística; guincho inspiratório; vômitos pós tosse”. Nesse caso, qual deve ser a conduta médica?

Alternativas

  1. A) Há necessidade de notificar o caso somente se o paciente for a óbito.
  2. B) Há necessidade de notificar o caso em até 24 horas (notificação imediata).
  3. C) Há necessidade de notificar o caso em até 7 dias (notificação semanal).
  4. D) Não há necessidade de notificar o caso.

Pérola Clínica

Coqueluche é doença de notificação compulsória imediata (até 24h) para qualquer caso suspeito, independentemente do estado vacinal.

Resumo-Chave

A coqueluche é uma doença de notificação compulsória imediata devido ao seu alto potencial de transmissão e gravidade, especialmente em crianças. A notificação rápida permite ações de controle e prevenção de surtos.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser grave, especialmente em lactentes não vacinados ou parcialmente vacinados. A vigilância epidemiológica é crucial para o controle da doença, e a notificação compulsória imediata é uma ferramenta essencial para a saúde pública. A definição de caso suspeito, conforme o Ministério da Saúde, orienta os profissionais da atenção primária a identificar e notificar prontamente esses casos. Os sintomas característicos da coqueluche incluem a fase catarral (com sintomas inespecíficos como coriza e tosse leve), seguida pela fase paroxística, marcada por crises de tosse intensas, guincho inspiratório e, frequentemente, vômitos pós-tosse. Em lactentes, a apresentação pode ser atípica, com apneia e cianose, sem o guincho clássico. A notificação imediata, em até 24 horas, permite que as autoridades de saúde pública investiguem o caso, identifiquem contatos e implementem medidas de profilaxia e vacinação de bloqueio, se necessário, para conter a propagação da doença. A vacinação é a principal estratégia de prevenção da coqueluche, com a vacina DTP (difteria, tétano e pertussis) incluída no calendário vacinal infantil e a dTpa (difteria, tétano e pertussis acelular) recomendada para gestantes e profissionais de saúde. A compreensão da epidemiologia, da apresentação clínica e das diretrizes de notificação é fundamental para que os residentes atuem de forma eficaz na prevenção e controle de doenças infecciosas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que definem um caso suspeito de coqueluche em crianças?

Um caso suspeito de coqueluche é definido por tosse de qualquer tipo há 14 dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística (em crises), guincho inspiratório (estridor ao inspirar) ou vômitos pós-tosse.

Por que a coqueluche é uma doença de notificação compulsória imediata?

A coqueluche é de notificação compulsória imediata (em até 24 horas) devido ao seu alto potencial de transmissão, gravidade, especialmente em lactentes, e à necessidade de implementar medidas de controle rapidamente para evitar a disseminação da doença na comunidade.

O estado vacinal da criança influencia a necessidade de notificação de coqueluche?

Não, a necessidade de notificar um caso suspeito de coqueluche é independente do estado vacinal do indivíduo. A definição de caso suspeito e a obrigatoriedade de notificação aplicam-se a todos, visando a vigilância epidemiológica e o controle da doença.

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