Coqueluche em Lactentes: Diagnóstico e Sinais Clínicos

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2016

Enunciado

Lactente de 8 meses dá entrada no pronto-socorro com paroxismos de tosse seca, vômitos após a tosse, e guinchos inspiratórios. A mãe relata que, antes da tosse surgir, o filho ficou uma semana com rinorreia, lacrimejamento e febre baixa. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é: 

Alternativas

  1. A) Laringite bacteriana.
  2. B) Bronquiolite viral aguda.
  3. C) Coqueluche.
  4. D) Pneumonia atípica.
  5. E) Asma aguda.

Pérola Clínica

Lactente com fase catarral (rinorreia, febre baixa) seguida de tosse paroxística, vômitos pós-tosse e guincho inspiratório → Coqueluche.

Resumo-Chave

O quadro clínico clássico de coqueluche (pertussis) em lactentes inclui uma fase catarral inicial inespecífica, seguida por uma fase paroxística com crises de tosse intensa, vômitos pós-tosse e o característico "guincho" inspiratório. A idade do paciente e a descrição dos sintomas são altamente sugestivas.

Contexto Educacional

A coqueluche, ou pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria *Bordetella pertussis*. Embora prevenível por vacinação, ainda representa um risco significativo para lactentes não vacinados ou com esquema vacinal incompleto, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil por doença respiratória. A doença evolui em fases distintas. A fase catarral, que dura cerca de 1 a 2 semanas, é caracterizada por sintomas inespecíficos semelhantes a um resfriado comum, como rinorreia, lacrimejamento e febre baixa, tornando o diagnóstico difícil nesse estágio. A fase paroxística, que pode durar de 1 a 6 semanas, é marcada por crises de tosse intensa e repetitiva (paroxismos), seguidas de um "guincho" inspiratório característico e, frequentemente, vômitos pós-tosse. O diagnóstico é primariamente clínico, especialmente em lactentes com o quadro clássico. A confirmação laboratorial pode ser feita por cultura de nasofaringe ou PCR para *Bordetella pertussis*. O tratamento envolve antibióticos (macrolídeos como azitromicina) para reduzir a transmissibilidade e a gravidade da doença, se iniciados precocemente. O suporte respiratório é fundamental em casos graves, especialmente em lactentes, que podem necessitar de internação e monitoramento intensivo devido ao risco de apneia e outras complicações. A vacinação (DTPa) é a principal medida preventiva.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases clínicas da coqueluche?

A coqueluche classicamente apresenta três fases: catarral (sintomas inespecíficos como rinorreia, febre baixa), paroxística (tosse intensa com guincho e vômitos) e convalescença (melhora gradual dos sintomas).

Por que a coqueluche é perigosa em lactentes?

Em lactentes, a coqueluche pode ser grave e levar a complicações como pneumonia, apneia, convulsões, encefalopatia e até morte, devido à imaturidade do sistema respiratório e imunológico.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da coqueluche?

O diagnóstico laboratorial da coqueluche é feito principalmente pela cultura de secreção de nasofaringe ou pela reação em cadeia da polimerase (PCR) para Bordetella pertussis.

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