UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Na unidade de saúde você avalia criança de 4 anos que vem acompanhada da mãe que informa quadro de vários episódios de tosse seca. Mãe informa que a criança “tosse tanto que vomita”. Você então levanta a hipótese de coqueluche. Além dos exames gerais, você solicita:
Suspeita de coqueluche (tosse paroxística + vômitos) → solicitar sorologia para Bordetella pertussis.
A coqueluche é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela *Bordetella pertussis*, caracterizada por tosse paroxística intensa que pode levar a vômitos. O diagnóstico laboratorial pode ser feito por cultura, PCR ou sorologia, sendo esta última útil em fases mais tardias da doença, quando a cultura e o PCR podem ser negativos.
A coqueluche, ou pertussis, é uma doença respiratória infecciosa aguda causada pela bactéria *Bordetella pertussis*, altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente em lactentes. Caracteriza-se por episódios de tosse paroxística intensa, que podem ser seguidos por um guincho inspiratório e frequentemente levam a vômitos pós-tosse. A epidemiologia mostra que, apesar da vacinação, surtos ainda ocorrem, e a doença pode afetar crianças e adultos, muitas vezes com apresentações atípicas. A suspeita clínica é fundamental, baseada na história de tosse prolongada e paroxística, especialmente se associada a vômitos. A fisiopatologia envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório e a produção de toxinas que causam inflamação e dano tecidual. O diagnóstico laboratorial pode ser feito por cultura de secreção nasofaríngea (melhor nas primeiras semanas), PCR (mais sensível e rápido que a cultura, útil nas primeiras 3-4 semanas) e sorologia (útil em fases mais tardias, quando os outros métodos podem ser negativos, detectando anticorpos contra as toxinas da bactéria). O tratamento da coqueluche é feito com antibióticos (macrolídeos como azitromicina) para erradicar a bactéria e reduzir a transmissibilidade, sendo mais eficaz se iniciado precocemente. O suporte sintomático é crucial, especialmente para lactentes. A vacinação (DTP ou DTPa) é a principal medida preventiva. É importante considerar a coqueluche mesmo em pacientes vacinados, pois a imunidade pode diminuir com o tempo.
A coqueluche classicamente apresenta três fases: catarral (sintomas inespecíficos como coriza e tosse leve), paroxística (tosse intensa, em salvas, com guincho inspiratório e vômitos pós-tosse) e convalescença (melhora gradual dos sintomas).
A sorologia é mais útil para o diagnóstico de coqueluche em fases mais tardias da doença (após 2-3 semanas do início da tosse), quando a cultura e o PCR (que detectam o microrganismo) podem já estar negativos devido à diminuição da carga bacteriana.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem outras infecções respiratórias virais (adenovírus, vírus sincicial respiratório), pneumonia atípica (Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae), asma, corpo estranho em vias aéreas e refluxo gastroesofágico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo