Coqueluche (Pertussis): Epidemiologia, Tratamento e Imunidade

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Sobre a coqueluche (ou pertussis), julgue os itens seguintes. I. A doença pode acometer qualquer faixa etária. No Brasil, nos últimos anos, a maior incidência residiu entre os lactentes menores de 1 ano, correspondendo a quase 60% dos casos notificados entre 2016 e 2017. II. Tanto a doença em si, quanto a imunização por vacina garantem imunidade permanente ao paciente; daí a importância do esquema vacinal completo. III. Em todas as faixas etárias, o tratamento mais indicado é com macrolídeos, que devem ser administrados tanto ao paciente quanto aos seus contatos próximos. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Todos os itens estão certos.
  2. B) Apenas os itens II e III estão certos.
  3. C) Apenas os itens I e II estão certos.
  4. D) Apenas os itens I e III estão certos.
  5. E) Apenas o item I está certo.

Pérola Clínica

Coqueluche acomete todas as idades, maior incidência em lactentes; tratamento e profilaxia com macrolídeos; imunidade NÃO é permanente.

Resumo-Chave

A coqueluche pode afetar qualquer faixa etária, mas é mais grave em lactentes. A imunidade, seja por doença natural ou vacina, não é permanente, exigindo reforços. Macrolídeos são a base do tratamento e da quimioprofilaxia para contatos.

Contexto Educacional

A coqueluche, ou pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Embora a vacinação tenha reduzido drasticamente sua incidência, surtos ainda ocorrem, e a doença continua sendo uma preocupação de saúde pública, especialmente em lactentes. A epidemiologia atual mostra que, embora possa acometer qualquer idade, a maior morbimortalidade ocorre em crianças menores de um ano, que ainda não completaram o esquema vacinal. A fisiopatologia envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório e a produção de toxinas que causam inflamação e necrose. O diagnóstico é clínico, com fases catarral, paroxística e de convalescença, e confirmado por cultura ou PCR. A suspeita deve ser alta em lactentes com tosse prolongada e em adultos com tosse persistente sem causa aparente, que podem ser reservatórios da doença. O tratamento de escolha são os macrolídeos (azitromicina, claritromicina ou eritromicina), que devem ser iniciados precocemente para reduzir a gravidade e a transmissibilidade. A quimioprofilaxia com macrolídeos é indicada para todos os contatos próximos do caso índice, independentemente do estado vacinal, para conter a disseminação. A imunidade, tanto pela doença natural quanto pela vacina, não é permanente, necessitando de doses de reforço (dTpa) em adolescentes, adultos e gestantes para proteger os recém-nascidos.

Perguntas Frequentes

Por que a coqueluche ainda é uma preocupação em lactentes menores de 1 ano?

Lactentes menores de 1 ano são a faixa etária mais vulnerável à coqueluche devido à imaturidade do sistema imunológico e ao esquema vacinal incompleto, apresentando maior risco de complicações graves e óbito.

Qual o papel dos macrolídeos no tratamento e prevenção da coqueluche?

Macrolídeos (como azitromicina, claritromicina ou eritromicina) são o tratamento de escolha para a coqueluche, reduzindo a transmissibilidade. Também são usados para quimioprofilaxia de contatos próximos, independentemente do estado vacinal.

A vacina contra coqueluche oferece imunidade permanente?

Não, a vacina contra coqueluche (DTP ou dTpa) não confere imunidade permanente. A proteção diminui ao longo do tempo, necessitando de doses de reforço em adolescentes, adultos e gestantes para manter a proteção e evitar a transmissão para lactentes.

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