HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Lactente masculino, 2 meses de idade, é levado ao Pronto- Socorro por tosse produtiva há 10 dias. Teve febre de 37,8°C no início do quadro. Há 2 dias com piora da tosse, apresentando episódios de cianose após tosse e pausa respiratória. Na casa moram 4 pessoas, a mãe, o pai e um irmão de 2 anos de idade, este sem comorbidades e sem nenhuma vacinação prévia. Considerando a principal hipótese diagnóstica para este paciente, qual é a conduta imediata para seu irmão?
Coqueluche em lactente → profilaxia com azitromicina para contactantes não vacinados.
A coqueluche é grave em lactentes, e a profilaxia de contactantes próximos, especialmente não vacinados, é crucial para prevenir a disseminação e formas graves da doença. A azitromicina é a droga de escolha.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, particularmente perigosa para lactentes menores de 6 meses, nos quais pode levar a complicações graves e morte. A incidência tem aumentado globalmente, tornando a vacinação e a profilaxia de contactantes medidas cruciais de saúde pública. A fisiopatologia envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório, liberando toxinas que causam inflamação e necrose. O diagnóstico é clínico, laboratorial (PCR) e epidemiológico. A suspeita deve ser alta em lactentes com tosse paroxística, cianose e apneia. O tratamento e a profilaxia de contactantes são baseados em macrolídeos, como a azitromicina. A vacinação (DTPa para gestantes e dTpa para adolescentes/adultos) é a principal forma de prevenção. A profilaxia pós-exposição é indicada para todos os contactantes domiciliares e próximos, visando reduzir a transmissão e a gravidade da doença.
Em lactentes, a coqueluche pode apresentar tosse paroxística, guincho inspiratório (nem sempre presente), cianose pós-tosse e episódios de apneia, sendo mais grave e atípica que em crianças maiores.
A azitromicina é um macrolídeo eficaz contra Bordetella pertussis, reduzindo a transmissibilidade da bactéria e prevenindo o desenvolvimento da doença em contactantes expostos, especialmente se iniciada precocemente.
Todos os contactantes próximos de um caso confirmado de coqueluche devem receber profilaxia, independentemente do status vacinal, mas é especialmente crítica para lactentes e gestantes, e para aqueles com contato domiciliar.
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