HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Paciente sexo feminino, 4 meses de vida com história de tosse seca há 7 dias. A tosse acontece em acessos súbitos de paroxismos, acompanhados por cianose labial e congestão facial. A complicação mais frequente para esta patologia é:
Lactente com tosse paroxística + cianose = Coqueluche → Broncopneumonia é a complicação mais comum.
A coqueluche (pertussis) em lactentes é uma doença respiratória grave, caracterizada por acessos de tosse paroxística, cianose e, por vezes, guincho inspiratório. A complicação mais frequente e séria, especialmente em bebês, é a broncopneumonia bacteriana secundária, que pode levar a insuficiência respiratória e óbito. Outras complicações incluem apneia, convulsões e encefalopatia.
A coqueluche, causada pela bactéria *Bordetella pertussis*, é uma doença respiratória altamente contagiosa, particularmente grave em lactentes menores de 6 meses, que ainda não completaram o esquema vacinal. A apresentação clínica em bebês pode ser atípica, com apneia e cianose predominando sobre o guincho clássico. A história de tosse seca em acessos súbitos de paroxismos, acompanhados por cianose labial e congestão facial, é altamente sugestiva de coqueluche. As complicações da coqueluche são frequentes e podem ser fatais, especialmente em lactentes. A complicação mais comum e grave é a broncopneumonia bacteriana secundária, que ocorre devido à lesão do epitélio respiratório e à dificuldade de eliminação de secreções. Outras complicações incluem apneia, convulsões, encefalopatia, hemorragias (subconjuntival, intracraniana), hérnias e prolapso retal, todas decorrentes da força da tosse ou da hipóxia. O reconhecimento precoce dos sintomas e a instituição de medidas de suporte e tratamento são cruciais. A vacinação (DTPa para crianças e dTpa para gestantes e adultos) é a principal forma de prevenção. Em lactentes com suspeita de coqueluche, a internação hospitalar é frequentemente necessária para monitoramento e manejo das complicações, sendo a broncopneumonia a mais prevalente e que exige atenção imediata.
A coqueluche classicamente se divide em três fases: catarral (1-2 semanas, sintomas inespecíficos como coriza e tosse leve), paroxística (2-6 semanas, tosse intensa em acessos, guincho inspiratório, cianose, vômitos pós-tosse) e de convalescença (semanas a meses, melhora gradual da tosse).
A broncopneumonia é a complicação mais comum devido ao dano epitelial causado pela toxina pertussis, à obstrução brônquica por muco espesso e à imunossupressão local, que predispõem à superinfecção bacteriana. Em lactentes, a imaturidade do sistema respiratório e imunológico aumenta a vulnerabilidade.
O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por cultura de secreção nasofaríngea ou PCR. O tratamento é com macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina) para erradicar a bactéria e reduzir a transmissibilidade, sendo mais eficaz se iniciado na fase catarral. O suporte respiratório é crucial em lactentes com complicações.
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