Coqueluche em Lactentes: Diagnóstico e Tratamento com Azitromicina

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

Um lactente de 3 meses de vida, previamente hígido, foi levado pelos pais ao pronto atendimento por apresentar quadro de tosse seca e coriza há 8 dias, com piora nas últimas horas, evoluindo com cianose e vômitos. A criança foi mantida em observação no pronto atendimento e apresentou crise de tosse, com pletora facial, guincho e cianose.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica, o principal agente etiológico e o medicamento adequado para o tratamento, respectivamente.

Alternativas

  1. A) coqueluche, Bordetella parapertussis e azitromicina
  2. B) coqueluche, Bordetella pertussis e azitromicina
  3. C) bronquiolite viral aguda, vírus sincicial respiratório e prednisolona
  4. D) laringite aguda, vírus parainfluenza e dexametasona
  5. E) laringite aguda, adenovírus e adrenalina

Pérola Clínica

Lactente com tosse paroxística, guincho, cianose e vômitos → Coqueluche por Bordetella pertussis, tratar com azitromicina.

Resumo-Chave

A coqueluche, causada por Bordetella pertussis, é uma doença respiratória grave em lactentes, caracterizada por crises de tosse paroxística com guincho inspiratório, pletora facial, cianose e vômitos. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina, para reduzir a transmissibilidade e a gravidade da doença.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela bactéria *Bordetella pertussis*, é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser particularmente grave em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida, antes da conclusão do esquema vacinal. O quadro clínico clássico evolui em fases: catarral (sintomas inespecíficos como tosse e coriza), paroxística (crises de tosse intensa, repetitiva, com guincho inspiratório, pletora facial, cianose e vômitos pós-tosse) e convalescença. Em lactentes jovens, a apresentação pode ser atípica, com apneia sendo a manifestação predominante. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de tosse paroxística com guincho e cianose, especialmente em um lactente não vacinado ou com vacinação incompleta. A confirmação laboratorial pode ser feita por cultura de secreção nasofaríngea ou PCR. O tratamento precoce é fundamental para reduzir a gravidade da doença e a transmissibilidade. Os antibióticos macrolídeos, como a azitromicina, são a primeira escolha, devendo ser iniciados o mais rápido possível. Para residentes, é crucial reconhecer a coqueluche em lactentes, diferenciando-a de outras causas de tosse. A alta morbimortalidade nessa faixa etária, aliada à necessidade de profilaxia para contatos próximos, torna o diagnóstico e tratamento corretos uma prioridade. A vacinação (DTPa para gestantes e crianças) é a medida preventiva mais eficaz, e a vigilância epidemiológica é essencial para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas característicos da coqueluche em lactentes?

A coqueluche em lactentes é marcada por tosse paroxística intensa, que pode ser seguida por um guincho inspiratório, pletora facial, cianose e vômitos pós-tosse. Lactentes podem não apresentar o guincho clássico, mas sim apneia.

Por que a coqueluche é particularmente perigosa em lactentes?

Em lactentes, a coqueluche pode levar a complicações graves como apneia, pneumonia, convulsões, encefalopatia e até morte, devido à imaturidade do sistema respiratório e imunológico. A vacinação é crucial para a prevenção.

Qual o tratamento de escolha para coqueluche e qual seu objetivo?

O tratamento de escolha são os antibióticos macrolídeos (azitromicina, claritromicina ou eritromicina). O objetivo principal é erradicar a bactéria da nasofaringe, reduzindo a transmissibilidade da doença e, se iniciados precocemente, a gravidade dos sintomas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo