HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Paciente de 5 meses de idade, masculino, dá entrada no PS com história de dificuldade respiratória há 1 dia, refere tosse e febre há 1 semana. Ao exame: FR = 64 ipm, cianose perioral e tosse paroxística, crepitantes difusos. RXT evidencia infiltrado perihilar bilateral. Hemograma com Leucócitos=43000 Linfócitos = 35% Bastonetes = 8% Segmentados = 42%. Diagnóstico e condutas mais adequadas:
Lactente com tosse paroxística + cianose + leucocitose linfocitária → Coqueluche.
A coqueluche (pertussis) em lactentes se manifesta com tosse paroxística, cianose e leucocitose com linfocitose, mesmo com desvio para a esquerda. O tratamento precoce com macrolídeos (eritromicina) é crucial para reduzir a gravidade e a transmissão, e o isolamento é fundamental.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente em lactentes não vacinados ou com vacinação incompleta. A incidência tem aumentado globalmente, tornando seu reconhecimento precoce fundamental para a saúde pública. Em bebês, a doença pode levar a complicações sérias como pneumonia, convulsões, encefalopatia e até morte. A fisiopatologia envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório e a produção de toxinas que causam inflamação e necrose. O diagnóstico em lactentes é desafiador, pois os sintomas podem ser atípicos, sem o clássico "guincho". A suspeita deve surgir em quadros de tosse prolongada, paroxística, com cianose ou apneia. O hemograma, com leucocitose acentuada e linfocitose, é um forte indício, mesmo com desvio para a esquerda. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrado perihilar ou atelectasias. A conduta inclui internação hospitalar, isolamento respiratório e início imediato de antibioticoterapia com macrolídeos (eritromicina, azitromicina ou claritromicina) para reduzir a gravidade e a transmissibilidade. A coleta de material de retrofaringe para cultura ou PCR é essencial para confirmação diagnóstica. O tratamento de suporte, incluindo oxigenoterapia e hidratação, é fundamental. A vacinação é a principal medida preventiva.
Em lactentes, a coqueluche pode se apresentar com tosse paroxística intensa, cianose perioral, apneia, e leucocitose acentuada com linfocitose. O "guincho" inspiratório pode estar ausente em bebês muito jovens.
O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a eritromicina, azitromicina ou claritromicina, iniciados o mais precocemente possível. O isolamento é crucial para prevenir a transmissão da bactéria Bordetella pertussis, que é altamente contagiosa.
A tosse paroxística prolongada, a cianose associada à tosse e a leucocitose com linfocitose são fortes indicadores de coqueluche. O diagnóstico definitivo é feito por cultura ou PCR de secreção de nasofaringe.
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