Coqueluche em Lactentes: Diagnóstico e Tratamento com Azitromicina

HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2019

Enunciado

Lactente de 45 dias de vida é internado por apresentar quadro de tosse paroxística e “guincho”, além de episódios de cianose e apneias. O hemograma mostrou leucocitose de 25.000 mm³ com 75% de linfócitos. Mediante o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A principal hipótese é coqueluche e deve ser iniciada a azitromicina.
  2. B) A principal hipótese é bronquiolite viral e deve ser iniciado o corticoide.
  3. C) A principal hipótese é coqueluche e deve ser iniciada a amoxicilina.
  4. D) A principal hipótese é bronquiolite e deve ser iniciado o broncodilatador.

Pérola Clínica

Lactente com tosse paroxística, guincho, apneia e linfocitose → Coqueluche. Tratar com Azitromicina.

Resumo-Chave

A coqueluche em lactentes é uma doença grave, caracterizada por tosse paroxística com 'guincho' inspiratório, cianose e apneias, e um hemograma típico com leucocitose e linfocitose. O tratamento de escolha é a azitromicina, que reduz a transmissibilidade e a gravidade da doença.

Contexto Educacional

A coqueluche, ou pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Em lactentes jovens, especialmente aqueles com menos de 6 meses de idade, a coqueluche pode ser grave e potencialmente fatal, com um risco elevado de complicações como pneumonia, convulsões e encefalopatia. A vacinação é a principal medida preventiva, mas a proteção materna e a vacinação do cocooning são essenciais para proteger os bebês. O quadro clínico em lactentes é caracterizado por uma fase catarral (sintomas inespecíficos de resfriado) seguida por uma fase paroxística, onde ocorrem acessos de tosse intensos e repetitivos, que podem ser seguidos por um 'guincho' inspiratório (estridor), cianose e apneias. As apneias são particularmente preocupantes em bebês. O hemograma é um exame auxiliar importante, frequentemente revelando leucocitose com linfocitose absoluta, um achado distintivo da coqueluche. O diagnóstico é clínico, epidemiológico e confirmado por cultura de secreção nasofaríngea ou PCR. O tratamento de escolha são os antibióticos macrolídeos, como a azitromicina, que devem ser iniciados o mais precocemente possível para reduzir a duração da transmissibilidade e, idealmente, a gravidade da doença. O suporte respiratório e a monitorização são fundamentais para lactentes internados, devido ao risco de apneias e insuficiência respiratória. A profilaxia dos contatos próximos também é importante para conter a disseminação da infecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da coqueluche em lactentes?

Em lactentes, a coqueluche pode se apresentar com tosse paroxística intensa, 'guincho' inspiratório (embora nem sempre presente em bebês muito jovens), episódios de cianose e apneias, que são mais comuns e perigosos nessa faixa etária. A febre é geralmente ausente ou baixa.

Qual o achado laboratorial típico da coqueluche no hemograma?

O achado laboratorial típico da coqueluche é a leucocitose acentuada com linfocitose absoluta, ou seja, um aumento significativo do número total de leucócitos, predominantemente às custas de linfócitos, que pode atingir valores muito elevados.

Qual o tratamento de escolha para coqueluche em lactentes?

O tratamento de escolha para coqueluche em lactentes é a antibioticoterapia com macrolídeos, sendo a azitromicina a mais utilizada devido à sua eficácia, boa tolerância e posologia conveniente. A eritromicina e a claritromicina são alternativas.

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