UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Lactente, 6 meses, há 15 dias com quadro de tosse, evoluindo com piora clínica apresentando vômitos pós-tosse, paroxismo e ""guincho"" inspiratório e cianose. Assinale o agente etiológico e tratamento mais adequados:
Coqueluche em lactentes: tosse paroxística + guincho + vômitos pós-tosse → B. pertussis, internação, azitromicina.
A coqueluche em lactentes menores de 6 meses pode ser grave, com risco de apneia e cianose, justificando a internação. A azitromicina é o antibiótico de escolha para erradicar a bactéria e reduzir a transmissibilidade, embora não altere o curso da doença na fase paroxística.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, especialmente perigosa para lactentes. A vacinação (DTP) é a principal medida preventiva, mas surtos ainda ocorrem. A apresentação clínica em lactentes pode ser atípica, com apneia sendo o sintoma predominante em vez do clássico "guincho". O diagnóstico é clínico, baseado na tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse, e confirmado por cultura ou PCR de secreção nasofaríngea. A fase catarral inicial, com sintomas inespecíficos, é a mais contagiosa. A fase paroxística, com os acessos de tosse característicos, pode durar semanas. O tratamento com macrolídeos (azitromicina, claritromicina ou eritromicina) é eficaz na erradicação da bactéria e na redução da transmissão, mas não altera o curso da doença se iniciado na fase paroxística avançada. Lactentes jovens, especialmente menores de 6 meses, frequentemente necessitam de internação hospitalar para monitoramento e suporte devido ao risco de complicações graves como apneia, cianose e pneumonia.
A coqueluche em lactentes manifesta-se com tosse paroxística intensa, "guincho" inspiratório após os acessos de tosse, vômitos pós-tosse e, em casos graves, cianose e apneia.
O tratamento de escolha para coqueluche é a azitromicina, que erradica a Bordetella pertussis e reduz a transmissibilidade. A internação hospitalar é frequentemente necessária para lactentes devido ao risco de complicações.
A coqueluche é mais grave em lactentes devido à imaturidade do sistema respiratório e imunológico, tornando-os mais suscetíveis a complicações como apneia, pneumonia, convulsões e encefalopatia, além de desidratação e desnutrição pelos vômitos.
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