PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2016
Em relação à lactente de dois meses de idade com quadro de tosse progressiva, paroxística, seguida de vômitos e com cianose perioral, cuja ausculta pulmonar mostra apenas roncos de transmissão, assinale a MELHOR CONDUTA:
Lactente com tosse paroxística + vômitos + cianose perioral → Coqueluche: Internar, isolar, azitromicina, cultura, O2.
A coqueluche em lactentes jovens é grave e exige internação devido ao risco de apneia e hipóxia. O tratamento com macrolídeos (azitromicina) é crucial para reduzir a transmissibilidade e a gravidade, e o isolamento é fundamental para prevenir a disseminação da Bordetella pertussis.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente fatal em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida. Caracteriza-se por tosse paroxística intensa, seguida de guincho inspiratório e vômitos pós-tosse, podendo levar a cianose e apneia. A alta taxa de morbimortalidade em crianças não vacinadas ou parcialmente vacinadas torna o diagnóstico e manejo precoces cruciais para residentes e profissionais de saúde. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação laboratorial por cultura de nasofaringe ou PCR é importante para vigilância epidemiológica. A fisiopatologia envolve toxinas bacterianas que causam inflamação e necrose do epitélio respiratório, levando à tosse característica. A suspeita deve ser alta em lactentes com tosse prolongada e sintomas associados, mesmo que a ausculta pulmonar seja pouco alterada, como no caso de roncos de transmissão. O tratamento de escolha é com antibióticos macrolídeos, como a azitromicina, que devem ser iniciados o mais rápido possível para reduzir a gravidade e a transmissibilidade da doença. Em lactentes, a internação hospitalar é frequentemente necessária para monitoramento respiratório e suporte, incluindo oxigenoterapia durante as crises. O isolamento respiratório é fundamental para prevenir a disseminação da infecção no ambiente hospitalar e comunitário.
Os sinais de alerta incluem tosse paroxística prolongada, seguida de guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse, e cianose perioral durante as crises. Em lactentes jovens, pode haver apneia sem tosse típica.
A azitromicina é um macrolídeo de escolha para o tratamento da coqueluche, pois erradica a Bordetella pertussis do trato respiratório, reduzindo a transmissibilidade e a duração dos sintomas, especialmente se iniciada precocemente.
A internação é indicada para lactentes menores de 3-6 meses devido ao alto risco de complicações graves como apneia, pneumonia, convulsões e morte. Também é necessária em casos de tosse paroxística grave, cianose ou dificuldade respiratória.
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