Coqueluche: Hemograma Típico e Diagnóstico

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015

Enunciado

As características mais frequentes do hemograma na coqueluche, que é causada pela Bordetella pertussis, na forma clínica, com tosse intensa, são:

Alternativas

  1. A) Leucocitose intensa com linfocitose. 
  2. B) Leucocitose intensa com neutrofilia.
  3. C) Leucocitose moderada com neutropenia.
  4. D) Leucopenia com linfocitose.
  5. E) Leucopenia com neutrofilia.

Pérola Clínica

Coqueluche (Bordetella pertussis) → Leucocitose intensa com linfocitose absoluta, característica da doença.

Resumo-Chave

A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é caracterizada por uma resposta hematológica peculiar: leucocitose intensa com linfocitose absoluta. Este achado é um marcador importante, especialmente na fase paroxística da doença, e é atribuído à ação da toxina pertussis, que impede a migração de linfócitos para os tecidos linfoides.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, caracterizada por paroxismos de tosse intensa seguidos de guincho inspiratório. Embora seja uma infecção bacteriana, o hemograma na coqueluche apresenta um perfil distintivo que a diferencia de outras infecções bacterianas e virais, sendo um ponto crucial para o diagnóstico e para provas de residência. A fisiopatologia da coqueluche envolve a produção de várias toxinas, sendo a toxina pertussis (PT) a mais relevante para os achados hematológicos. A PT atua inibindo a migração de linfócitos do sangue para os tecidos linfoides, resultando em um acúmulo desses linfócitos na circulação periférica. Isso leva a uma leucocitose intensa, frequentemente com contagens acima de 20.000-50.000/mm³, e uma linfocitose absoluta marcante, que é um achado quase patognomônico na fase paroxística da doença. O reconhecimento dessa característica hematológica é fundamental para o diagnóstico diferencial da tosse prolongada em crianças e adultos. Embora o diagnóstico definitivo seja feito por cultura ou PCR, o hemograma pode levantar a suspeita clínica. O tratamento envolve antibióticos (macrolídeos) e suporte, mas a vacinação é a principal medida preventiva. Para residentes, é essencial associar a coqueluche a esse padrão incomum de leucocitose com linfocitose, pois é um conhecimento frequentemente testado.

Perguntas Frequentes

Quais são as características mais frequentes do hemograma na coqueluche?

As características mais frequentes do hemograma na coqueluche são leucocitose intensa, que pode atingir valores muito elevados (acima de 20.000-50.000/mm³), com linfocitose absoluta, ou seja, um aumento significativo no número de linfócitos.

Por que a coqueluche, uma infecção bacteriana, causa linfocitose e não neutrofilia?

A linfocitose na coqueluche é causada pela toxina pertussis, que impede a migração dos linfócitos do sangue para os tecidos linfoides, resultando em seu acúmulo na circulação. Diferente da maioria das infecções bacterianas que causam neutrofilia, a coqueluche tem esse mecanismo fisiopatológico único.

Em que fase da coqueluche esses achados hematológicos são mais proeminentes?

Os achados de leucocitose intensa com linfocitose são mais proeminentes na fase paroxística da coqueluche, quando a tosse é mais intensa e característica. Na fase catarral inicial, o hemograma pode ser normal ou apresentar alterações menos específicas.

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