Coqueluche em Lactentes: Diagnóstico e Tratamento com Macrolídeos

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Lactente de 3 meses, nascido de parto normal, iniciou há 20 dias com tosse, coriza e febre baixa. Evolui com melhora da febre, porém com piora da tosse, caracterizada por acessos súbitos de tosse seca, acompanhados por cianose perioral e vômitos. Apresenta hemograma com linfocitose e a radiografia de tórax com infiltrado para-cardíaco bilateral. De acordo com a principal suspeita etiológica, o tratamento deve ser com:

Alternativas

  1. A) Corticoide oral e inalações com broncodilatador.
  2. B) Oseltamivir.
  3. C) Penicilina cristalina.
  4. D) Ceftriaxone.
  5. E) Claritromicina.

Pérola Clínica

Lactente com tosse paroxística, cianose, vômitos e linfocitose → Coqueluche = Tratamento com macrolídeo (Claritromicina/Azitromicina).

Resumo-Chave

O quadro clínico de tosse paroxística com guincho inspiratório (ou equivalente em lactentes), cianose perioral e vômitos pós-tosse, associado à linfocitose, é altamente sugestivo de coqueluche. O tratamento de escolha é com macrolídeos, como a claritromicina ou azitromicina, para erradicar a bactéria e reduzir a transmissão, sendo crucial a intervenção precoce.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser grave em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida, antes da imunização completa. É crucial para o residente reconhecer os sinais e sintomas atípicos em lactentes, onde o clássico 'guincho' pode estar ausente, e a doença pode se manifestar com apneia ou cianose. O quadro clínico típico em lactentes inclui uma fase catarral inespecífica, seguida por uma fase paroxística com acessos súbitos de tosse seca, cianose perioral e vômitos pós-tosse. O hemograma frequentemente revela linfocitose, e a radiografia de tórax pode mostrar infiltrado para-cardíaco bilateral. A suspeita clínica é fundamental para o diagnóstico precoce. O tratamento de escolha para a coqueluche é com antibióticos macrolídeos (azitromicina, claritromicina ou eritromicina), que devem ser iniciados o mais rápido possível para reduzir a gravidade da doença e, principalmente, a transmissão. A vacinação é a principal medida preventiva, e o residente deve estar ciente da importância da imunização e da profilaxia de contatos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da coqueluche em lactentes?

Em lactentes, a coqueluche pode se manifestar com tosse paroxística súbita e seca, frequentemente acompanhada de cianose perioral, vômitos pós-tosse e, em casos mais graves, apneia. A febre geralmente é baixa ou ausente, e a fase catarral inicial pode ser inespecífica.

Por que os macrolídeos são o tratamento de escolha para coqueluche?

Os macrolídeos (como azitromicina, claritromicina ou eritromicina) são o tratamento de escolha para a coqueluche porque são eficazes na erradicação da Bordetella pertussis do trato respiratório, o que ajuda a reduzir a duração dos sintomas e, mais importante, a prevenir a transmissão da doença para outros indivíduos suscetíveis.

Como diferenciar coqueluche de outras causas de tosse em lactentes?

A coqueluche se diferencia por sua tosse paroxística prolongada, com guincho inspiratório (em crianças maiores) ou equivalentes como cianose e vômitos em lactentes, e pela linfocitose no hemograma. Outras causas, como bronquiolite viral, geralmente apresentam sibilância e menos frequentemente a tríade clássica da coqueluche.

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